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Tráfico de droga sem controlo em cadeia de segurança alta

Tráfico de droga sem controlo em cadeia de segurança alta

A recente detenção de três guardas prisionais e dois chefes confirmou aquilo que os vídeos publicados pelos reclusos nas redes sociais já deixava perceber.

Na cadeia de Paços de Ferreira, classificada com um nível de segurança alto, o tráfico de droga, telemóveis e outros artigos proibidos fazia parte do quotidiano, era do conhecimento de quase todos e contava com a colaboração de guardas, funcionários, advogados e visitas. Mas o tráfico é um problema que está longe de ser erradicado das prisões nacionais.

Nas celas, bares, pátios e bibliotecas daquele estabelecimento prisional a cocaína, heroína, haxixe e canábis circulavam de mão em mão, em pequenos sacos, e quem tentasse colocar um ponto final no circuito era atacado sem dó nem piedade. Um preso chegou a ter ordens para esfaquear um elemento do Corpo da Guarda Prisional que apreendeu 800 gramas de haxixe. E uma faca artesanal com uma lâmina de cinco centímetros para as executar. O recluso recebeu 400 gramas de canábis e a promessa de 5000 euros para concretizar o ataque, mas arrependeu-se e contou o plano a outro guarda.

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