Valongo

Tráfico de influências leva Agostinho Branquinho ao banco dos réus

Tráfico de influências leva Agostinho Branquinho ao banco dos réus

Ex-secretário de Estado da Saúde começa a ser julgado com ex-presidente de Câmara e dois vereadores.

O ex-deputado e ex-secretário de Estado do PSD Agostinho Branquinho, o antigo presidente da Câmara de Valongo, Fernando Melo, dois dos seus então vereadores e três técnicos, além de Joaquim Teixeira, administrador do Hospital privado de S. Martinho, começam esta segunda-feira a ser julgados pelo Tribunal do Porto, acusados de prevaricação, tráfico de influência e falsificação de documentos.

Em causa está a obra do Hospital de S. Martinho, que passou de quatro pisos, inicialmente previstos no projeto, para sete, graças à atribuição, pela Autarquia, do estatuto de interesse público. A autorização de "violação" do PDM, datada de 2005, deveu-se à anunciada intenção de os pisos extra serem ocupados por um centro de noite para idosos carenciados do concelho, que nunca saiu do papel.

O MP assegura que Branquinho recebeu 225 mil euros como contrapartida pela sua intervenção junto de Fernando Melo e dos ex-vereadores Carlos Teixeira e Maria Trindade do Vale, que terão depois influenciado os técnicos.

O valor terá sido pago por Joaquim Teixeira, dono do hospital. Segundo a acusação, os 225 mil euros foram entregues em maio de 2007, por transferência bancária. Branquinho alega que o valor recebido foi um empréstimo do amigo Joaquim Teixeira, a quem já reembolsou 180 mil euros, após a venda de uma casa, em 2009.

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