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Trancava mulher para ninguém ver marcas de violência

Trancava mulher para ninguém ver marcas de violência

Vítima foi agredida, durante 12 anos, por companheiro alcoólico, e impedida de sair à rua. Agressor já tinha sido acusado do mesmo crime.

Uma mulher foi agredida ao longo dos últimos 12 anos pelo companheiro e, após cada episódio de violência doméstica, era obrigada a permanecer fechada em casa até que as marcas dos maus-tratos desaparecessem. Ameaçada de morte, não podia receber tratamento hospitalar, nem tão-pouco recorrer a ajuda dos vizinhos. Numa das vezes, o cativeiro durou 15 dias. O agressor, um alcoólico de 47 anos, chegou a ser acusado de violência doméstica pelo Ministério Público, mas beneficiou da suspensão provisória do processo. Regressou a casa e reincidiu. Até quarta-feira, dia em que foi detido, em Baião, pela GNR.

O detido é descrito pela Guarda como um "habitual consumidor de bebidas alcoólicas" que vai fazendo uns biscates na área da construção civil, nas imediações da sua residência, em Baião. Todo o dinheiro que ganha é, contudo, usado para a compra de bebidas alcoólicas, o que faz com que, diariamente, chegue a casa embriagado. Nesse estado, qualquer motivo, por mais fútil que seja, é justificação para agredir a mulher, também com 47 anos. No último episódio, por exemplo, esta foi violentamente atacada por, simplesmente, ter perdido um boletim de "raspadinha".

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