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Trio burlou mais de 300 pessoas em falsos investimentos com criptomoedas

Trio burlou mais de 300 pessoas em falsos investimentos com criptomoedas

A Polícia Judiciária (PJ) deteve três pessoas suspeitas de fraude fiscal, burla qualificada e branqueamento e realizou 23 buscas na Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Porto. O esquema de burla terá vitimado pelo menos 300 pessoas por toda a Europa.

Ao que o JN conseguiu apurar o esquema criminoso passava por burlas ao consumo e investimentos. Os burlões prometiam lucros avultados através da compra de criptomoedas. As vítimas transferiam o dinheiro e os criminosos compravam as criptomoedas. Porém, nunca as entregavam os investidores. Movimentavam-nas através de várias contas para despistar o seu rasto e, depois de "lavadas", vendiam as criptomoedas e ficavam com o lucro.

Há registo de, pelo menos, 300 vítimas por toda a Europa e fluxos financeiros superiores a 2 milhões de euros. Todavia, a investigação ainda está no início, pelo que podem vir a surgir muitas mais vítimas.

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Em comunicado, a PJ adiantou que dois dos três detidos, todos de nacionalidade portuguesa, são considerados os "líderes desta organização criminosa", estando um destes em liberdade condicional do cumprimento de pena por crimes de idêntica natureza.

"O processo criminoso em investigação teve início com a investigação da receção em contas bancárias controladas por esta organização de transferências de particulares e/ou empresas com origem em contas bancárias sediadas no estrangeiro, correspondendo as mesmas a supostas aquisições de bens ou serviços, alguns deles relativos a aplicações financeiras, que se veio a demonstrar serem fraudulentos", explicou.

Posteriormente, acrescentou, a organização estabelecia todo um circuito bancário cuja única finalidade consistia em servir de veículo para as transferências de montantes ou vantagens provenientes da prática de ilícitos criminais e sua posterior apropriação.

Eram igualmente utilizadas plataformas de apostas online e a aquisição de ativos digitais, os quais eram posteriormente vendidos, recebendo novamente os fundos já em moeda fiduciária, vincou esta força policial.

A PJ referiu que alguns dos 15 arguidos fariam da prática criminosa modo de vida, enquanto outros associavam a uma atividade profissional legítima essa mesma prática.

"Encontram-se em investigação, até à data, 15 inquéritos correspondendo a fluxos financeiros superiores a dois milhões de euros", sustentou.

Nesta operação, com a presença de um magistrado judicial, estiveram envolvidos dezenas de investigadores e peritos de várias estruturas da PJ.

No decurso da operação policial foi apreendida documentação diversa, viaturas e material informático.

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