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Tribunais com buracos no teto põem em causa segurança de juízes e advogados

Tribunais com buracos no teto põem em causa segurança de juízes e advogados

Pedaços de teto a cair em salas de audiência, gabinetes fechados devido a buracos causados por infiltrações, juízes desembargadores a trabalhar a partir de casa por falta de gabinetes e 10 funcionários a partilhar um espaço de 30 metros quadrados repleto com seis mil processos são apenas alguns dos problemas encontrados nos tribunais da Comarca do Porto.

Na tomada de posse dos juízes para o novo ano judicial, o juiz presidente José António Rodrigues da Cunha já tinha alertado para a "falta de investimento evidente" nos edifícios da comarca do Porto. Mas, ao JN, vai mais longe nas críticas e garante que há edifícios onde a segurança de juízes, advogados, funcionários e utentes está em causa.

"O Conselho Geral da Comarca está preocupado, por razões de segurança, com o Tribunal de São João Novo. São recorrentes as infiltrações devido a uma fissura muito grande numa parede estrutural e, nos últimos dois anos, houve dois casos de quedas de pedaços de teto. Uma atingiu a bancada dos advogados, numa das salas de audiência, e outra aconteceu no gabinete dos juízes militares. Temo que possa acontecer uma situação semelhante durante uma sessão de julgamento e ferir alguém com gravidade", refere.