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Tribunal da Guarda não pronuncia Álvaro Amaro por fraude e prevaricação

Tribunal da Guarda não pronuncia Álvaro Amaro por fraude e prevaricação

O atual presidente da câmara da Guarda, o vice e mais duas funcionárias também não vão a julgamento.

Pouco mais de uma semana depois do debate instrutório, o Tribunal da Guarda fez cair toda a narrativa da acusação de fraude na obtenção de subsídio e prevaricação que envolvia seis arguidos, incluindo a cooperativa de teatro "Aquilo."

Esta quarta-feira juiz de instrução isentou todos de qualquer responsabilidade penal por falta de indícios suficientes.

Chegou-se aqui na sequência de uma denúncia anónima que acusava o executivo, então liderado por Álvaro Amaro, de ter delineado um esquema para obter pouco mais de 50 mil euros de fundos comunitários que pagassem os festejos de carnaval de 2014.

Como a autarquia não o podia fazer isoladamente, recorreu ao grupo de "Teatro Aquilo ", por ajuste direto num procedimento que o juiz classificou de mal conduzido, mas sem prova indiciária concreta que sustentassem a prática de crimes.

Alívio geral

"Até me custa ter palavras para falar mas todos acreditámos na justiça, o que eu pergunto é porquê todo este sofrimento porque nós explicamos tudo", referiu emocionado Álvaro Amaro à saída do tribunal.

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O mesmo sentimento foi manifestado pelo atual presidente da Câmara da Guarda. "Fez-se justiça e é importante que a comunidade em geral perceba que a justiça se faz nos tribunais", afirmou Carlos Chaves Monteiro. "Estou muito satisfeito mas só lamento que que queixa anónima cobarde tenha feito carregar a estes arguidos este peso durante sete anos", disse Vítor Amaral atual vice-presidente do município e ex. vereador da cultura.

No mesmo despacho de pronúncia, a chefe de divisão de cultura Alexandra Isidro e Carla morgado que em 2014 presidia a cooperativa de Teatro acabaram por não ser pronunciadas. "As funcionárias juridicamente estavam mal enquadradas", concluiu o advogado Manuel Rodrigues.

Em resumo, o tribunal da Guarda considerou que tudo não passou de teatro e que a peça acusatória não tinha enquadramento legal.

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