Castelo Branco

Tribunal liberta alegado autor de morte de holandesa em Idanha-a-Nova

Tribunal liberta alegado autor de morte de holandesa em Idanha-a-Nova

O Tribunal Judicial de Castelo Branco colocou em liberdade o presumível autor da morte de uma mulher holandesa, em Idanha-a-Nova, que seria o atual companheiro desta. Na segunda-feira foi detido um suspeito da autoria de um crime de homicídio qualificado e de um crime de incêndio no local onde a vítima pernoitava esporadicamente, perto da vila de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

A mulher, com 62 anos, de nacionalidade holandesa, terá sido primeiramente atingida com recurso à utilização de arma branca e depois abandonada no local, uma espécie de casebre (onde ela pernoitava) que, entretanto, foi incendiado pelo mesmo autor. Tal incêndio consumiu por completo o local, tendo o cadáver da vítima sido localizado apenas no dia de segunda-feira, após o referido pedido de auxílio de familiares da vítima, residentes na Suíça durante o fim de semana.

A juíza não encontrou razões para outra decisão quando ouviu o detido em primeiro interrogatório judicial: na segunda-feira não se conheciam os resultados da autópsia ao cadáver, pelo que o resultado pericial não estava concluído. Por outro lado, no tribunal o suspeito, búlgaro com 33 anos, não confessou a autoria do crime e estará ainda, segundo investigações que ainda decorrem conduzidas pela Polícia Judiciária, envolvido o ex-companheiro da vítima, alegado proprietário do casebre onde esta vivia.

O sujeito detido na segunda-feira está, para já, indiciado de crime de desobediência por não cumprir as normas de contingência Covid (não recolhimento) e do crime de posse de arma proibida (facas). Reside em Portugal há aproximadamente seis anos e não tem qualquer ocupação profissional. Está proibido, por ordem de tribunal de sair da freguesia onde vive (Idanha-a-Nova) e a apresentar-se periodicamente às autoridades.

A vítima, Íris Abas, era bastante conhecida no concelho onde vivia há cerca de 20 anos. Vivia com simplicidade e o seu percurso de vida estava repleto de várias viagens pelo mundo. Tinha contudo uma vivência muito particular, sem residência fixa e privilegiando a natureza. Fixou-se em Idanha-a-Nova depois das primeiras edições do Boom Festival.

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