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Tribunal liberta trio suspeito de burla de 1,5 milhões com herança

Tribunal liberta trio suspeito de burla de 1,5 milhões com herança

A solicitadora, o empresário e o recluso, atualmente em liberdade ao abrigo das medidas anticovid, detidos pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto por suspeitas de se terem apropriado de uma herança de 1,5 milhões, através da falsificado de um testamento vão aguardar o desenvolvimento da investigação em liberdade.

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu aplicar-lhes apresentações periódicas às autoridades assim como a proibição de contactos entre eles, como medida de coação.

O trio foi detido após um alerta do sistema financeiro, de 2019. O então recluso da cadeia de Custóias tinha recebido valores astronómicos na conta bancária, até então pouco movimentada. O dinheiro era proveniente da venda de bens e de dinheiro herdados de um cidadão abastado do Porto, falecido em 2018. Os valores terão logo sido transferidos para outras contas, controladas pelo trio.

De acordo com a investigação, a solicitadora foi à Conservatória para iniciar o processo de habilitação de herdeiros do cidadão abastado, após o seu falecimento. Lá, entregou um testamento manuscrito de 1997 falsificado que tornava o recluso o herdeiro do falecido.

A fortuna do defunto, composta pelos imóveis e dinheiro, foi assim transferida para o nome do recluso. Aí é que entrou em cena o empresário que, munido de uma procuração do preso, vendeu alguns bens e transferiu o dinheiro da conta do cidadão abastado para uma contra bancária titulada pelo recluso.

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