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Tribunal não deixou agressor "esconder" violência doméstica

Tribunal não deixou agressor "esconder" violência doméstica

Um homem punido com três anos de pena suspensa por violência doméstica queria que a condenação não constasse, "para efeitos profissionais", do seu registo criminal.

A pretensão foi rejeitada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que argumenta que não está afastado o "perigo da prática de novos crimes no futuro", nomeadamente contra a pessoa com quem o agressor vier a refazer a sua vida.

O caso remonta a 2018, quando o Tribunal Local Criminal do Barreiro condenou o arguido por um crime de violência doméstica a uma "pena de prisão suspensa pelo período de três anos e à proibição de contactos com a vítima pelo período de um ano", com controlo através de pulseira eletrónica nos primeiros seis meses. Na sentença, o juiz indeferiu igualmente o pedido do homem para que a condenação não fosse transcrita para o seu registo criminal.