Braga

Tribunal suspendeu pena de quatro anos a homem que batia na mulher

Tribunal suspendeu pena de quatro anos a homem que batia na mulher

O Tribunal de Braga suspendeu, esta quinta-feira, a pena de quatro anos de prisão a que condenou um homem que ameaçava e batia na ex-mulher, mas obrigou-o a manter a pulseira eletrónica, durante esse período, para garantir que não se aproxima dela.

O coletivo de juízes impôs-lhe ainda, a submissão a tratamento psiquiátrico e o pagamento de quatro mil euros de multa. Estas duas exigências são condição para que a pena lhe seja suspensa.

Giovanni de Lorenzo, de 30 anos, julgado por agressões à ex-companheira, uma cidadã brasileira de nome Jessyca, foi sentenciado por um crime de violência doméstica. Ficou, ainda, proibido de se ausentar do país sem autorização judicial, de consumir drogas, e de ter ou usar armas. Fica, ainda, sujeito ao chamado Regime de Prova, ou seja, a sujeitar-se a ser acompanhado por técnicos da Direção Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais e tem de arcar com outros quatro mil euros, estes a título de indemnização cível.

A acusação que, e conforme o JN noticiou, o arguido negou em julgamento, dizia que a ameaçava e agredia quando com ela viveu em 2018/19 na Maia e em Braga.

Descreve os atos violentos do arguido, descrevendo que, duas semanas após o início da coabitação, na Maia, o arguido disse-lhe que ela lhe punha veneno na comida e que "estava feita com pessoas" para o matar.

Noutras ocasiões, o arguido empurrava-a, dava-lhe pontapés no corpo, puxava-a pelos cabelos, e insultava-a: "brasileira de merda, porca, p..., reles, demónio, só te quero usar e deitar fora, vou chamar umas amigas para te espancar".

A vítima, que vive em Braga e a quem o Tribunal retirou a filha - institucionalizando-a para sua proteção da criança -, logo após a nascença, luta para a reaver, dizendo que tem todas as condições para a criar.

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O seu advogado, João Ferreira Araújo, com base no acórdão condenatório, vai agora pedir ao Tribunal de Família e Menores que entregue a menina, com dois anos, aos cuidados da mãe.

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