Segurança

Vaga de assaltos alarma comerciantes na zona do Ave e do Cávado

Vaga de assaltos alarma comerciantes na zona do Ave e do Cávado

Uma vaga de assaltos está a alarmar um elevado número de comerciantes, na zona do Ave e do Cávado, principalmente em Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso e Terras de Bouro, em cuja Vila do Gerês, segunda-feira à noite, repetiram-se os furtos de há meio ano, com os lesados em uníssono a reclamar a segurança que até há cerca de dois anos existia na vila geresiana.

Um raide de assaltos na vila termal do Gerês causou prejuízos superiores a três mil euros, entre dinheiro, os artigos mais valiosos de três lojas e danos por estroncamento das portas.

No primeiro dia de outubro, quando a vila termal já não tem o movimento de verão, foi com tristeza e desalento que três comerciantes contaram, durante a tarde de ontem ao JN, "o que é chegar aqui de manhã cedo e já não ver aquilo que de mais valioso há dentro de portas, o à vontade como assaltam três lojas, a cerca de 300 metros do Posto da GNR!".

Os três comerciantes vitimados não podiam estar mais de acordo entre si quanto ao que é patente no quotidiano da Vila do Gerês, pedindo que "voltem a ser vistas as patrulhas da GNR durante a noite, porque assim os gatunos já não se arriscam a roubar tão facilmente", explicando que "até há cerca de dois anos via-se a GNR na rua todas as noite, mas agora quase nunca, dizem que têm falta de efetivos, mas afinal são os mesmos que então havia".

Contactado a meio da tarde de ontem, o Comando Territorial da GNR de Braga informou ao JN que "se irá proceder à avaliação das situações reportadas no sentido de submeter superiormente a resposta".

A situação ontem foi detetada por Armanda Silva, funcionária da Frutaria do Gerês, a quem de manhã cabe abrir as portas do Centro Comercial do Gerês, contando ao JN "que ainda viu um homem a correr, desenfreado e com uma caixa, seria um dos assaltantes".

Da Frutaria do Gerês, além de terem danificado fruta, furtaram salpicões, chouriços, queijos, presuntos, queijos, moedas no valor de 500 euros e mais de 200 euros em moedas.

"Não temos segurança policial, nem privada, podiam colocar aqui um guarda-noturno na vila, era mais um posto de trabalho que se criava, eu tenho medo muitas vezes de vir para o trabalho sozinha, principalmente desde que deixei de me cruzar com a GNR na rua, por de manhã muito cedo ainda ser escuro, quase noite", confidenciou Armanda Silva ao JN.

Maria Capela Alves, do Quiosque do Centro, revelou ter ficado "sem mais de mil euros", só em tabaco, apesar de ultimamente ter menos mercadoria", referindo que teve "de ir já a Vieira do Minho para mudar a fechadura, isto são só prejuízos atrás de prejuízos, por isso ninguém aqui tem seguro", já que os valores pedidos pelas companhias serão bem altos, devido à "carta de risco" das seguradoras em função da recente insegurança na zona.

Fernando Capela, da Loja de Conveniência, ainda estava em estado choque, ontem de tarde, tendo-se lamentado do furto de tabaco e "das bebidas mais caras", como uísque e licores, além de produtos de banho, cremes, mais de 200 isqueiros, cerca de 50 euros em moedas e outros artigos que estou a contabilizar", preconizando "alarmes ou a segurança privada que começa a fazer cada vez mais falta, desde que o policiamento deixou de ser constante", tendo apontado para prejuízos de cerca de 1.500 euros, só pedindo "medidas".

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