Bragança

Velocidade excessiva de aeronave causou acidente que matou dois pilotos

Velocidade excessiva de aeronave causou acidente que matou dois pilotos

Ultraleve do Aeródromo de Bragança despenhou-se em março de 2019. André Bessa e Horácio Sousa morreram na sequência da queda de avioneta.

A queda da aeronave do Aeródromo de Bragança, da qual resultou a morte dos dois pilotos, em março de 2019, foi causada pelo excesso de velocidade, pela interferência indevida de um dos pilotos nos comandos do ultraleve e ainda pelas "especificações técnicas" inadequadas do avião. A conclusão é do Gabinete de Prevenção e Investigação a Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

O acidente ocorreu na tarde de 16 de março de 2019, quando André Bessa, um recém piloto da TAP com 26 anos, e Horácio Sousa, empresário de 60 anos, decidiram fazer um voo para experimentar o ultraleve Sportcruiser UL, comprado três meses antes pelo Aeródromo de Bragança. Horácio Sousa, piloto experiente, assumiu a condição de instrutor, enquanto André Bessa ocupou o lugar do passageiro quando a avioneta deixou a pista do aeródromo. Após 20 minutos de voo, "junto à localidade de Vale de Lamas, são realizadas duas manobras no plano vertical" e a "aeronave atinge velocidades elevadas". O GPS a bordo da aeronave registou 149 nós, cerca de 275 quilómetros/hora, o que fez com que a asa direita do ultraleve partisse. "Com a aeronave fora de controlo, e em rotação (rolamento) pela direita provocada pela sustentação da semi-asa esquerda, a aeronave inicia uma trajetória em espiral descendente, imobilizando-se a 1,45 quilómetros da soleira da pista 20 do aeródromo de Bragança", descreve o GPIAAF.

O embate violento da avioneta causou a morte de André Bessa e Horácio Sousa.

Passageiro interferiu nos comandos

Para o GPIAFF, "existe elevada probabilidade de o ocupante sentado à esquerda [André Bessa] ter influenciado a condução do voo", o que terá sido uma das causas para o acidente. As outras foram o facto de o "projeto e fabrico da aeronave não cumprirem com as especificações técnicas e padrões aplicáveis" e a "aeronave ter descolado com uma massa superior à massa máxima autorizada" e ter sido, ainda, excedido "os limites de carga aerodinâmica por terem sido ultrapassados os limites máximos de velocidade".

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