Sintra

Vídeo mostra prisioneiros numa festa com música e droga

Vídeo mostra prisioneiros numa festa com música e droga

Vários vídeos publicados no Facebook, este mês, mostram dezenas de reclusos do Estabelecimento Prisional de Sintra numa festa.

Durante a comemoração come-se pizza, ouve-se música, enrolam-se charros e utilizam-se telemóveis para filmar e fazer fotografias. Não se vê um único guarda prisional nas imagens.

Segundo as informações recolhidas pelo JN, a festa realizou-se numa das salas de convívio da prisão e assinalou a entrada, no EP de Sintra, de "um recluso famoso por aqueles lados", explicou um guarda prisional ao JN.

O EP de Sintra, com lotação para 753 reclusos, tem uma população prisional "predominantemente urbana", de reclusos da área da Grande Lisboa, caracteriza a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

As imagens permitem perceber, desde logo, o à-vontade com que são utilizados os telemóveis na cadeia, apesar da sua proibição, e com que os reclusos se deixam filmar. Há mesmo presos que são filmados enquanto, aparentemente, preparam cigarros de haxixe. Por outro lado, os vídeos foram publicados nas páginas de Facebook de reclusos que estão a cumprir pena de prisão.

A regra que não permite andar de tronco nu nos espaços comuns das cadeias também parece valer de pouco no EP de Sintra. Quanto à comida que se vê nas imagens, não foi possível perceber se foi confecionada dentro ou fora da cadeia.

O últimos relatório do EP de Sintra publicado pela DGRSP no seu site é de 2010 e indica que o EP de Sintra tinha, para 753 reclusos, 158 guardas. É considerada uma cadeia de "alta segurança" e de "elevado" grau de complexidade de gestão.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais afirmou, entretanto, que se encontra a decorrer um inquérito à alegada festa.

"Está a decorrer processo de inquérito a esta situação, bem como à da utilização de telemóveis por reclusos, o que não é permitido. Mais se informa que as alegadas notas de 500 euros correspondem a fotocópias que se encontram apreendidas, estando os reclusos envolvidos a ser objeto de processo disciplinar", refere uma nota enviada às redações.