Este vídeo integra a reportagem "Pedro, "Paulo" e Hélder: os polícias que já não sofrem em silêncio" e narra a história de dois polícias no ativo, um GNR e um PSP, e um ex-agente que encararam as questões da saúde mental como algo sério.

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O relato de três polícias que chegaram ao limite

O relato de três polícias que chegaram ao limite

Ao contrário de outros colegas, que não reconheceram as suas vulnerabilidades e acabariam por se suicidar, Pedro, "Paulo" e Hélder procuraram ajuda e aceitaram agora falar com o JN sobre o problema, com o objetivo de chamar a atenção para os problemas psicológicos com que se debatem, em silêncio, alguns polícias em Portugal.

Na reportagem, que pode ser lida na íntegra aqui, os três profissionais não deixam de imputar culpas à PSP e à GNR por terem mergulhado no problema. Se para as duas forças de segurança, fenómenos como o "burnout" ou o suicídio no seio policial ainda são embaraços que raramente se mencionam, para seis sindicatos ouvidos pelo JN a temática merece uma profunda reflexão.

Para combater o problema, PSP e GNR dispõem de mecanismos preventivos, mas a Guarda reconhece a dificuldade em chegar "de forma eficaz" a todos os militares, sobretudo aos "mais resistentes à vertente psicológica". Também a PSP refere que a solicitação de apoio, "nomeadamente psicológico", deve ser encarada "como positiva e natural".

E ainda outro efeito secundário da covid-19: o Plano de Prevenção do Suicídio das Forças de Segurança, que deveria ter sido avaliado globalmente há dois anos não foi ainda objeto de análise, depois de ter sido revisto pela última vez em 2016. A culpa é da pandemia que prejudicou os "trabalhos", como adiantou ao JN o MAI. Mantém-se, assim, a incógnita sobre a necessidade de ajustar ou até reforçar os mecanismos de apoio que previnem práticas suicidas entre os elementos da PSP e da GNR.

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