"Cartão Vermelho"

Interrogatório a Vieira prossegue, após interrupção para almoço

Interrogatório a Vieira prossegue, após interrupção para almoço

Após cinco horas de interrogatório e a pausa para almoço, o juiz Carlos Alexandre continua esta tarde a ouvir Luís Filipe Vieira, no âmbito do processo "Cartão Vermelho", que investiga negócios e financiamentos suscetíveis de configurarem vários crimes.

O presidente do Benfica suspenso de funções chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, às 9.03 horas, depois de passar a terceira noite detido nas instalações da PSP de Moscavide, de onde saiu pelas 8.47 horas.

Segundo o advogado Magalhães e Silva, a audição do seu constituinte durante a manhã "correu bem", tendo tido início às 9.15 horas. À saída do tribunal durante a pausa de almoço, fez um balanço "positivo" e afirmou que Vieira "respondeu a todas as questões, sem nenhuma exceção", com o empresário a afirmar a sua inocência.

O Conselho Superior da Magistratura informou, em comunicado, que "o interrogatório foi suspenso pelas 14.11 horas devendo retomar pelas 15.15 horas".

Luís Filipe Vieira, de 72 anos, é o último dos quatro detidos a ser ouvido, antes da aplicação das medidas de coação.

Na sexta-feira, o empresário José António dos Santos foi o primeiro a prestar declarações, durante a manhã, seguindo-se, da parte da tarde, os interrogatórios de Bruno Macedo e de Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira.

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Também na sexta-feira, Luís Filipe Vieira comunicou a suspensão do exercício de funções como presidente do Benfica - nas quais foi substituído por Rui Costa -, por intermédio do seu advogado, à porta do TCIC.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), os quatro detidos são suspeitos de estarem envolvidos em "negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades".

Em causa estão "factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente" e suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento".

Para esta investigação foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

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