Tribunal da Relação

Viúva de Ihor quer penas mais pesadas para inspetores do SEF

Viúva de Ihor quer penas mais pesadas para inspetores do SEF

A viúva de Ihor Homeniuk, o cidadão ucraniano que morreu no Centro de Instalação Temporária do aeroporto de Lisboa (EECIT), vítima de agressões por parte de três elementos do SEF, vai recorrer, para o Tribunal da Relação, da condenação dos inspetores, sentenciados por ofensas à integridade física.

José Gaspar Schwalbach, o advogado da família enlutada, entende que os arguidos deveriam ter sido condenados por homicídio. Em declarações ao "Expresso", o advogado explicou que, no seu entender as penas aplicadas foram demasiado brandas. "Pela primeira vez na história três inspetores do SEF são condenados por matarem um homem e as penas são de sete e nove anos? É pouco".Já falei com a minha cliente e tenho a concordância dela", adiantou ao semanário o advogado.

Recorde-se que ontem, o Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou Duarte Laja, de 48 anos, Luís Silva, de 44, e Bruno Sousa, de 42, a penas entre os sete anos e os nove anos de prisão pelo crime de ofensas à integridade física agravado pelo resultado morte. O coletivo de juízes deu como provado que os arguidos agrediram a vítima, mas sem nunca ter tido a intenção de matar.

"A morte de Ihor Homeniuk ocorre por força de um processo longo e agonizante, durante o qual os arguidos não tiveram qualquer outra ação sobre a vítima", explicou o presidente do coletivo Rui Coelho. Terão, insistiu, agido "animados do propósito" de lhe bater, causando-lhe danos bastantes para que este percebesse que tinha de ficar "quieto" e "sossegado". "Conformaram-se", ainda assim, com os "riscos decorrentes das lesões" que lhe provocaram e da imobilização, que sabiam que iria ser até embarcar.

Duarte Laja e Luís Silva foram punidos com nove anos de cadeia, enquanto Bruno Sousa foi sentenciado a sete. Os advogados dos arguidos já manifestaram a intenção de recorrer.

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