São João da Madeira

Vizinhos dizem que jovem morta em assalto era vítima de violência doméstica

Vizinhos dizem que jovem morta em assalto era vítima de violência doméstica

Namorado em fuga é referenciado por crimes de roubo, furto e tráfico de droga desde 2008.

Inês Carvalho, de 23 anos, viveu desde sempre no Bairro das Condominhas, a escassas centenas de metros do Bairro da Pasteleira Nova, no Porto, onde pernoitava o namorado, conhecido como André "Pirata", que é suspeito de ser o condutor do carro onde ambos seguiam, ontem de madrugada, em São João da Madeira.

Uma vizinha descreveu a vítima ao JN como uma jovem simpática, bem-disposta, que viveu algum tempo com o namorado, até ele ser expulso pelos pais de Inês.

"Acho que a Inês era vítima de violência doméstica. Ouviam-se muitas discussões e ela gritava-lhe: "Deixa-me em paz. Vai-te embora". Era preciso os vizinhos irem bater à porta para as coisas acalmarem", afirmou uma moradora. Segundo a vizinhança, o namorado, "um homem corpulento", nunca foi bem visto nem pelos habitantes do bairro nem pelos amigos de Inês.

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"Era antipático e muitas vezes os vizinhos lhe disseram para o deixar, que não era o homem indicado para ela. Mas eles continuaram a namorar", contou.

Mesmo após ter saído de casa da jovem, o indivíduo não deixou de a procurar.

"Vinha muitas vezes buscá-la de carro. Isto faz muita pena, pois os pais e as duas irmãs [ela era a mais velha] são pessoas excelentes. Nem quero pensar no que eles devem estar a passar. Hoje [ontem] de manhã andou aí a Judiciária e a PSP à procura deles. Até deixaram um papel na porta. Estava longe de imaginar que era por causa da moça morta em São João da Madeira", concluiu a moradora.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, "Pirata", que ontem à hora do fecho desta edição ainda estava num paradeiro incerto, já tem um longo cadastro criminal.

Em 2008, foi arguido num processo de roubo com arma de fogo, perpetrado em São João da Madeira. Nos anos seguintes, esteve implicado em inúmeros casos de furtos de e em veículos entre as zonas do Grande Porto e de Bragança.

Na cadeia de Custoias, onde foi cumprir pena pelos crimes cometidos ao longo dos anos, chegou a ser suspeito de tráfico de droga.

Ainda assim, foi libertado em abril no âmbito do programa de prevenção da covid-19, nas cadeias.

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