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Em direto: Acompanhe o crescimento dos falcões que nasceram no edifício do JN

Em direto: Acompanhe o crescimento dos falcões que nasceram no edifício do JN

Uma família de falcões construiu um ninho através de uma janela partida no "Jornal de Notícias". Os pais cuidam das quatro crias até serem capazes de levantar voo em meados de agosto.

Uma família de falcões peneireiros aproveitou uma janela partida no 13.º andar do edifício do "Jornal de Notícias", no Porto, para construir um ninho, que agora alberga quatro crias.

Três dos quatros ovos eclodiram no dia 1 de julho e na madrugada do dia seguinte. A família alargou durante a manhã de dia 3 de julho, um sábado, com o nascimento da quarta cria.

Os falcões foram descobertos quando os serviços de manutenção se preparavam para arranjar a janela partida.

Nuno Oliveira, ex-diretor do Parque Biológico de Gaia, relativiza a atitude dos animais e explica que se o ninho foi montado naquele local significa que estão confortáveis. As crias estão bem de saúde e são alimentadas pelos progenitores de forma alternada. Ainda assim, não devem ser incomodadas, nem se deve alterar o sítio escolhido para o ninho até serem capazes de levantar voo, período que deverá abranger os 30 dias.

A espécie Falco tinnunculus, também conhecida como Peneireiro-vulgar ou Peneireiro-de-dorso-malhado, é bastante abundante em ambientes urbanos e zonas agrícolas. O nome remete para a capacidade de pairar enquanto procura as suas presas. Ao contrário da fêmea, que tem uma dimensão maior e uma plumagem menos colorida, o macho apresenta um dorso mais malhado e as costas avermelhadas. Na época de criação, assim como mostram as imagens em direto, adota uma tonalidade cinzenta na cabeça.

Nuno Oliveira acredita que a diminuição da caça nas cidades e o aumento das autoestradas ao longo de várias décadas terão contribuído para a expansão destas e de outras aves, que tiram partido de animais mortos como insetos, pequenos roedores e pequenos répteis. Os ninhos são geralmente feitos na segunda semana de abril até julho e resultam de buracos em pontos altos, o que leva ao aproveitamento de edifícios como o do JN para o efeito.

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O também presidente da FAPAS - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade lembra que todas as aves de rapina estão protegidas pela lei. O falcão não está particularmente em risco e não precisa de medidas especiais de proteção mas a sua captura não é permitida, tampouco a destruição de ninhos. Nuno Oliveira alerta para a importância da espécie e sugere que Portugal siga o exemplo de alguns países na Europa, nos quais já são incorporadas soluções em novos edifícios.

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