País

Figuras

Bernadim Freire de Andrade
A vítima da populaça

Bernadim Freire de Andrade ( 1759-1809). Nascido em Lisboa, alistou-se no Exército depois de ter frequentado o Colégio dos Nobres. Governador militar do Porto em 1809, recebe a missão de defesa do Minho, já na segunda invasão francesa. Mesmo lutando contra a escassez de homens treinados e de armas, consegue impedir a passagem de Soult por Caminha. Sem condições para montar uma linha de defesa na região de Braga, optou por retirar para o Porto, o que foi visto pela população e parte dos seus homens como uma atitude colaboracionista e de entrega do país aos franceses. Escapou a várias situações complicadas acabou linchado pela populaça no dia 18 de Março, perto de Braga.

Francisco da Silveira
O herói de Chaves e Amarante

Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira (1763-1821). Um dos mais brilhantes militares portugueses do seu tempo, o primeiro a derrotar os soldados franceses de Soult (2.ª invasão). Era governador das armas da província de Trás-os-Montes quando Soult entrou em Portugal pela veiga de Chaves vindo de Orense. Depois de reocupar Chaves e aprisionar os franceses que lá ficaram, Silveira instalou-se em Amarante e ali montou um esquema defensivo que resistiu largos dias aos soldados de Henri Loison, obrigando Soult a alterar os seus planos em Portugal. Até ao fim da Guerra Peninsular, Silveira esteve sempre na primeira linha dos combates contra os invasores franceses.

PUB

Duque de Wellington
O vencedor de Napoleão

Arthur Colley Wellesley, duque de Wellington (1769-1852). Chega a Portugal em 1808 para comandar os exércitos anglo-portugueses. Derrotou sucessivamente as forças francesas de Junot, Soult e Massena, em Roliça, Vimeiro, Buçaco e Linhas de Torres, e as de José Bonaparte (o irmão que Napoleão colocara no trono de Espanha) na Batalha de Vitória, triunfo que ditou a saída definitiva dos franceses da Península Ibérica. Depois de um interregno de dois anos, foi chamado a comandar o exército britãnico em Waterloo, averbando nova vitória sobre os franceses, desta feita comandados pelo próprio Napoleão, batalha essa que ditou o fim definitivo do imperialismo napoleónico e o afastamento de Napoleão do cenário europeu.

Marechal Soult
O militar que queria ser rei

Um dos mais brilhantes oficiais de Napoleão, Nicolas Jean de Dieu Soult (1769-1851) comandou as forças francesas na segunda invasão. Entrou no Porto em 29 de Março de 1809, onde se instalou (Palácio dos Carrancas, actual Museu Soares dos Reis) até ter de fugir face ao contra-ataque anglo-português. Manobrou no sentido de ser declarado rei do Norte, aproveitando-se do papel colaboracionista de algumas figuras. Doou 16 mil réis à igreja do Bom Jesus de Bouças (Matosinhos), pagou do seu bolso a reconstrução de fornos, ofereceu víveres para seis meses e determinou que o hospital da cidade passasse a oferecer sopa a 300 habitantes pobres. Os planos que idealiza para o seu futuro falharam com a chegada de Wellington.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG