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Linha do Minho feita de "enganos e deslealdades"

Linha do Minho feita de "enganos e deslealdades"

O plano de investimentos aprovado pelo anterior Governo dizia que a linha do Minho estaria modernizada em 2015. Mas o ano de 2016 já começou e ainda nem sequer foram lançados os concursos públicos para que a obra avance, lamenta Xoan Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico.

Xoan Mao lamentou "história de enganos e deslealdades" de que tem sido feita a melhoria da linha de comboio entre o Porto a Vigo, a linha do Minho, alvo de acordo (por cumprir) em cimeira ibérica e, garante, de compromisso pessoal do anterior Governo junto do Eixo Atlântico. "É bom que não se esqueça a história, para não a repetir", advertiu, na manhã desta segunda-feira, na conferência As Vias do Noroeste, organizada pelo Jornal de Notícias e a Câmara de Gaia.

Hoje, basta olhar para os comboios que ligam o Porto a Vigo e os que ligam Vigo à Corunha para compreender a diferença entre as duas infraestruturas ferroviárias (ver foto). "Não é esta a imagem que o Norte quer ter", assegurou Mao.

No norte de Portugal há duas viagens por dia, em cada sentido. Percorrem 181 quilómetros em 153 minutos e, de acordo com notícias divulgadas por órgãos de comunicação social, o serviço é usado por perto de 70 mil pessoas por ano (Mao diz que a CP não revela dados de tráfego).

A partir de Vigo, contudo, o cenário é oposto. Em vez de uma locomotiva a "diesel" é usado um modelo elétrico, que só necessita de 70 minutos para percorrer 157 quilómetros. O horário conta com 15 viagens diárias e, entre abril (data do arranque da linha remodelada) e dezembro de 2015, transportou dois milhões de passageiros.

Citando estudos feitos pelo Governo português, o secretário-geral da organização que junta municípios do norte de Portugal e da Galiza assegura que o investimento seria próximo dos 150 milhões de euros, comparticipados a 25% pelo Estado português. Essa comparticipação seria mais do que compensada pelo retorno em impostos diretos e indiretos. Contas feitas, diz Xoan Mao, haveria um benefício líquido para Portugal de 37 milhões de euros. "É isso que se verifica na parte já em funcionamento do TGV galego, que ficará pronto em 2018", assegurou.

Quando este estudo foi feito, em 2007, estimava-se que a linha poderia transportar 10, 7 milhões de passageiros e 4,7 milhões de toneladas.

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Mediterrâneo é o rival de Leixões

O Eixo Atlântico salientou ainda que a estratégia de Espanha passa por reforçar os portos do Mediterrâneo, e não da costa atlântica. "O rival do porto de Leixões não é o Lisboa nem o de Sines. O paradigma é Atlântico versos Mediterrâneo e o Governo espanhol vai apostar no Mediterrâneo", assegurou.

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