Regata Barcos Rabelo

"Memória pública do Porto é privada"

"Memória pública do Porto é privada"

Isabel Marrana, diretora da Associação das Empresas de Vinho do Porto

Qual o impacto da regata?

A Confraria do Vinho do Porto foi feita para preservar a identidade do Vinho do Porto e a regata é disso exemplo. Há imensas histórias ligadas ao Porto e a confraria preserva não só essas tradições, como também tem um objectivo promocional, através da regata e da cerimónia anual de entronização. O Porto não tem a noção das pessoas que estes acontecimentos movimentam.

É difícil preservar a identidade?

Há uma memória pública do Porto que é privada. Se quiser lembrar--se do Porto, vê Gaia, os barcos e o Porto. Mas um dia que os barquinhos desapareçam "aqui-d"el-rei que não há barquinhos!". As pessoas dão como adquirida a existência dos barcos rabelos. É preciso manter esta memória, que é fruto de um esforço totalmente privado. Esta regata é também património cultural da cidade.

Regata Barcos Rabelo