Tâmega e Sousa Empreendedor

Dinâmica necessita de sofisticação

Dinâmica necessita de sofisticação

José Luís Gaspar, autarca de Amarante, acredita que o impacto do empreendedorismo será gerado no futuro

O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, não tem dúvidas de que o "Tâmega e Sousa é por natureza uma região empreendedora", como provam "as várias fileiras industriais nas quais a região é líder". Ambicioso, o autarca pretende que a "aposta da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) no empreendedorismo" seja reforçada para que "esta dinâmica se torne mais sofisticada". "Sendo uma aposta relativamente recente, o impacto pretendido [do empreendedorismo] será gerado sobretudo no futuro. No presente, conseguimos já vislumbrar vários indícios positivos, mas o mérito é sobretudo dos empreendedores", reforça quem garante que também as empresas de metalomecânica, fundamentais na economia amarantina, usufruem de um contexto que potencia a inovação.

Ao JN, José Luís Gaspar defende que iniciativas como a Rede de Apoio à Atividade Económica, lançada pela CIM-TS há dois anos, são de igual modo benéficas para quem procura o sucesso. "A experiência de 2015 permitiu, desde logo, a possibilidade de refletir sobre o que correu melhor e o que correu menos bem, no sentido de se trabalhar para que a Rede seja crescentemente uma mais-valia, gerando valor para empreendedores e investidores interessados no Tâmega e Sousa", assume.

O edil de Amarante frisa, ainda, que "os apoios à inovação no âmbito do Portugal 2020 são um instrumento muitíssimo importante para o setor empresarial". "A região tem visto muitas candidaturas de empresas aprovadas nos respetivos programas, mas acredito que é ainda possível crescer no aproveitamento global. Devemos conseguir que a informação chegue ainda mais aos empresários", refere.
Por outro lado, José Luís Gaspar sustenta que o prémio Tâmega e Sousa Empreendedor, cuja segunda edição foi agora lançada, "representa, sobretudo, uma oportunidade para colocar toda a região a falar sobre inovação no setor empresarial". "Tendo em consideração que a taxa de sucesso da atividade empreendedora é, por natureza, baixa, num concurso deste tipo, importa mais a qualidade dos projetos candidatados do que propriamente a quantidade. Creio que se assistirmos a um aumento da qualidade das candidaturas e a partir daí conseguirmos construir uma comunidade empreendedora do Tâmega e Sousa mais viva e coesa, então julgo que estarão alcançados os objetivos primordiais", declara.

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