Tâmega e Sousa

Vencedores da distinção elogiam iniciativa da CIM-TS

A jovem Inês Viana e a consagrada empresa Atlanta foram os grandes vencedores da primeira edição do Prémio Tâmega e Sousa.

Cada um destes premiados levou para casa um cheque no valor de 4999 euros, dinheiro que permitiu a Inês Viana concretizar a ideia de negócio que apresentou a concurso. "A empresa já foi aberta em nome individual. Neste momento, apenas tem um funcionário, que sou eu própria. No entanto, subcontrato os serviços a outras empresas e o dinheiro do prémio serviu para fazer face à despesa. Estou a preparar os dois modelos de calçado que estarão prontos para este inverno", explica Inês Viana.

A empreendedora não integra "nenhum produto de origem animal" na sua alimentação e, seguindo o mesmo princípio, "também não queria usar a pele destes no calçado e vestuário". E foi esse o motivo que a levou a querer produzir sapatos alternativos.

Desde que venceu o Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor, Inês Viana colabora com um empresário de São João da Madeira, que trabalhou nos protótipos de uns sapatos, com os quais a jovem "gostaria de conquistar o mercado português", mas sobretudo o internacional.

Já para uma empresa com 20 anos de sucessos, 100 funcionários e um volume de faturação que, em 2016, chegou aos oito milhões de euros, o cheque atribuído pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa não foi decisivo, mas tornou-se relevante. "Este prémio constituiu o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos e é um estímulo para prosseguirmos com afinco a estratégia que nos trouxe até aqui", assume Joana Meireles.

A responsável da Atlanta, que produz componentes para calçado, defende, ainda, que o Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor "é uma forma de atrair novas ideias de negócio, um incentivo à sua implementação e é, sem dúvida, uma forma de estimular o empreendedorismo e a inovação".