Tâmega e Sousa Empreendedor

Setor do granito é pilar da economia local

Setor do granito é pilar da economia local

Manuel Moreira chama a atenção para os ganhos que advêm das posições articuladas dos vários municípios.

No Marco de Canaveses o setor da extração e comercialização de granito é "tão resistente como a própria pedra" e foi um pilar fundamental da economia local nos piores tempos da recente crise económica. "Emprega mais de quatro mil trabalhadores e é o sustento de cerca de 16 mil pessoas", explica Manuel Moreira.

Para o presidente da Câmara marcuense, a resistência demonstrada assentou no empreendedorismo dos empresários locais que, nos últimos anos, têm acompanhado os esforços dos poderes públicos na promoção da inovação empresarial. A criação da Bienal da Pedra, da Confraria do Granito e do Museu da Pedra são exemplos maiores do que por ali foi implementado. "A presença dos empresários em várias feiras para abrir novos mercados é um sinal de empreendedorismo, porque estamos no século XXI e temos de apostar nas exportações", defende o edil.
Manuel Moreira salienta ainda fileiras como a do calçado, em Felgueiras, a do mobiliário, em Paços de Ferreira, ou a metalomecânica, em Amarante, como outros exemplos de dinamismo empresarial na região. "Considero que o Tâmega e Sousa é cada vez mais empreendedor, na medida em que estamos há praticamente nove anos a trabalhar de uma forma mais concertada", alega.
Também o trabalho feito pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa foi fundamental para que hoje a território seja "potente, pujante". "Somos uma Comunidade Intermunicipal que tem força, mas todos os autarcas devem estar ainda mais próximos uns dos outros e acreditarem mais nesta plataforma a 11, para exigirmos do Governo e da União Europeia os meios indispensáveis para alavancar esta região com projetos importantes", refere.
Segundo Manuel Moreira foi, igualmente, "importante criar-se o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa", visto que, "durante muitos anos, os empresários das várias associações comerciais, industriais e até empresariais estavam de costas voltadas". "Mas é importante ir mais longe e que tenham a capacidade de trabalhar uns com os outros", assume.
Aliás, este edil declara que só com posições articuladas os municípios podem aproveitar todo o potencial de um Quadro Comunitário de Apoio que "foi muito mais orientado para a economia e a dinamização empresarial". "Temos de ter a inteligência e arte de saber aproveitar os fundos ao máximo, para fazer a aposta em projetos inovadores, que possam acrescentar valor às nossas empresas", finaliza.

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