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Tâmega e Sousa Empreendedor

"Sete milhões para empreendedores alavancarem negócios"

"Sete milhões para empreendedores alavancarem negócios"

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) acabou de lançar a segunda edição de um concurso que pretende apoiar projetos criativos.

O prémio Tâmega e Sousa Empreendedor, que no ano passado registou 400 candidaturas, integra um plano maior, que inclui fundos comunitários, e pretende fazer desta região um exemplo de empreendedorismo. Inácio Ribeiro, presidente da CIM-TS e autarca de Felgueiras, acredita que todo este trabalho irá, a médio prazo, permitir que este território se afirme no contexto nacional e internacional.

Depois de 400 candidaturas no primeiro ano, qual a expectativa para a segunda edição do Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor?

A expectativa é superior. A primeira edição cativou e acredito que com o alargar das possibilidades de candidatura, quer na área da inovação quer das iniciativas sociais, irão surgir mais e novos projetos.

O empreendedorismo já é um conceito radicado na região?

No Tâmega e Sousa vão surgindo mecanismos que criam uma rede de proteção, amparo e promoção que faz com que quem tem ideias não se sinta retraído. Diria também que há espaços sub-regionais que são estupidamente empreendedores.

Pode dar alguns exemplos?

Paços de Ferreira tem empresas líderes mundiais no fabrico de equipamentos desportivos de natação, usados por campeões olímpicos.

Este ano, o Tâmega e Sousa Empreendedor irá distinguir a "inovação social com futuro". Qual é o intuito deste prémio?

A nossa lógica é a de tentarmos antecipar e evoluir para que, numa caminhada de permanente reforma, nos possamos ir adaptando à inovação e à modernidade.

Em 2015, foi lançada a Rede de Apoio à Atividade Económica. Já se pode fazer um balanço desta medida?

Estamos a compilar dados, porque temos municípios com maior intensidade nas relações de apoio do que outros. Mas, acima de tudo, temos uma rede capilar que percorre todo o território, que envolve os principais agentes económicos e empresariais e a Escola Superior de Gestão, do Instituto Politécnico do Porto, que funciona como cérebro do qual emanam os nervos que comunicam com todo o território.

E o que foi feito no âmbito do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e Emprego?

Teremos disponíveis cerca de sete milhões de euros e, entre julho e agosto deste ano, será disponibilizado 50% desse valor para que os empreendedores possam alavancar negócios. Daqui a um ano serão disponibilizados os restantes 50% para, por um lado, gerir melhor e, por outro, não esgotar à cabeça toda a verba disponível. Este modelo também permite, quando chegarmos a meio do quadro comunitário de apoio, proceder a uma correção dos procedimentos e que aqueles que ainda estão a pensar em avançar com o seu negócio possam, nessa altura, ter uma oportunidade.

Esta verba será suficiente para responder a todos os projetos empreendedores da região?

Só sabemos se é muito ou pouco depois de começarmos a colher os rendimentos. Não falta quem invista muitos recursos sem rentabilidade e temos bons exemplos de quem tem poucos recursos e consegue pô-los a render muito. Temos condições para ter um bom desempenho.

O Tâmega e Sousa é hoje uma região mais empreendedora devido aos programas implementados pela CIM-TS?

Acredito que sim e um exemplo é a Rota do Românico que, em nove anos, contabiliza centenas de milhares de visitantes por ano. A região, tendo espaços sub-regionais, terá alguns indicadores abaixo da média, mas outros claramente acima da média.

Exemplo de criatividade e inovação tem sido o setor do calçado em Felgueiras...

O calçado tem estado numa espiral crescente e Felgueiras tem-se distinguido no panorama nacional. O prémio Tâmega e Sousa Empreendedor do ano passado foi para a Atalanta, que está em segundo ou terceiro lugar a nível mundial no que diz respeito à produção de componentes para calçado. Isto deixa-nos orgulhosos porque, se ainda há pouco tempo a marca Portugal não era respeitada quando associada a um produto qualquer, no caso do calçado os mercados mais exigentes já fazem questão que qualquer componente diga "Made in Portugal".

Não falta ao setor do calçado ter a capacidade de criar as suas próprias marcas?

Se já temos o know-how e disputámos o primeiro lugar ao nível da relação custo/qualidade, falta- - nos, de facto, agarrar o segmento do valor acrescentado. Mas já temos grandes empresas de Felgueiras presentes no mercado através de plataformas online e sinto os nossos empresários cada vez mais motivados a investir na sua marca. Não tenho dúvidas de que, no espaço de 15 anos, teremos marcas portuguesas - e com muito orgulho algumas felgueirenses - com notoriedade internacional.

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