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Empresa de Campo transforma grãos virgens em café da melhor qualidade

Empresa de Campo transforma grãos virgens em café da melhor qualidade

Abel e João Ribeiro, pai e filho, fundaram a J. Ribeiro & Leitão, Lda., em 1991, com objetivo de fazerem a distribuição de café e de produtos e serviços associados. Quase 30 anos, continua no mesmo ramo, mas a venderem a marca própria - a Cafés Tropical - que produzem com selo de qualidade na fábrica que construíram em Campo, Valongo.

"A empresa J. Ribeiro Leitão começou comigo e com o meu pai a fazermos a distribuição de outra marca de cafés. Só oito anos depois é que viemos a adquirir a empresa Cafés Tropical da qual só aproveitamos a marca. Daí começamos a alargar as nossas vendas e o número de clientes e tivemos a oportunidade de construir esta fábrica nova, em Campo, Valongo, concelho onde já era a nossa sede", conta João Ribeiro, gerente e diretor comercial, anotando que na empresa fundada há 28 anos "a área administrativa ainda se conserva 100 por cento familiar".

Familiar a milhares de portugueses é também o aroma que se espalha pelas redondezas quando os grãos virgens de café são torrados no forno na fábrica, um processo que o JN pôde acompanhar deste a escolha dos lotes das variadas origens, passando pelo processo de torrefação e terminando no embalamento.

Mas, para que tudo isto seja possível, o primeiro passo é a escolha da matéria-prima, responsabilidade a cargo de Abel Ribeiro, gerente e pai de João. "Temos aqui 10 variedades de café, de vários países da América do Sul, América Central, África e Ásia, cuja qualidade difere de uns para os outros. É a partir daqui que fazemos os nossos lotes", refere o fundador mais velho, anotando que há dois tipos de cafés, o arábica e o robusta.

E Abel Ribeiro explica a diferença entre ambos os grãos: "É tudo café, mas o robusta é mais forte, dá bastante creme, é um café que usamos muito e que se trabalha bem com ele. Depois temos os arábicas que são os que vão dar o aroma a que estamos habituados a tomar. O melhor é o arábica, que pode ser diferente de país para país, daí fazermos os nossos lotes com cinco ou seis origens diferentes. Uns levam mais arábica e outros menos e também há só com arábica, mas o povo português não compra muito e prefere os 'blends' [misturas]".

Apesar de conhecer o café como poucos, o gerente não consegue dizer qual o país que produz os melhores grãos. "Não lhe sei dizer se é deste ou daquele país. Quem toma café é que sabe dizer qual lhe sabe melhor. Há vários fatores que interferem na qualidade do produto final. Por exemplo, o processo da torra pode fazer toda a diferença, pois mais um minuto ou menos um no torrador vai alterar o paladar", acrescenta.

Processo de torra demora 20 minutos

A Cafés Tropical produz cinco lotes diferentes (VIP, Suprema, Nobre, Estrela e Astro), que são feitos a partir de variadíssimas origens e oscilam consoante o preço e o gosto de cada cliente. "Temos sabores mais aromáticos, mais fortes ou mais ácidos. O nosso cliente escolhe o que mais lhe agrada para servir aos seus clientes", anota João Ribeiro, passando a descrever todo o processo de produção: "Depois de serem elaborados os lotes - cada 'blend' é feito, mais ou menos, com cinco a sete origens diferentes -, o café vai ser torrado, um processo que demora cerca de uns 20 minutos. No torrador vai passando por diferentes processos químicos, desde a extração da humidade que o próprio produto tem, depois vai começando a ganhar uma cor e a ficar com cheiros diferentes até ao fim desse tempo atingir a temperatura desejada e sair para um tanque onde é feito o arrefecimento. De seguida vai para um depósito onde fica de um dia para o outro antes de ser embalado".

Segundo o diretor comercial, "a fábrica tem condições para torrar, com toda a qualidade e sem estar a apressar o serviço, cerca de 1200 a 1300 quilos por dia". "Fazemos o nosso ciclo de torra num dia e o embalamento no dia seguinte. Achamos que este é o processo que nos permite garantir melhor qualidade", complementa.

A empresa direcionou o foco do negócio para o mercado HORECA (setor da economia formado pelo conjunto dos hotéis, restaurantes e cafés) e, com tantas marcas existentes, é pela "qualidade" que se tenta distinguir da concorrência. "Usamos cafés bons. Temos plena consciência do nosso tamanho em relação a outras marcas grandes que existem no mercado. Então, temos de dar aos nossos clientes tudo o que há de bom no café para conseguirmos lá ficar e sustentar os nossos clientes. Em termos de qualidade do produto e serviço pós-venda tentamos sempre agradar e ter o melhor produto possível, dentro das boas qualidades de cafés que adquirimos. O segredo está na matéria-prima que usamos nos diversos lotes", salienta o fundador mais jovem.

Outro pormenor que pode fazer toda a diferença é o tempo que separa a torrefação do momento em que o café será consumido. "Quanto mais fresco melhor qualidade tem. Não podemos dizer que devemos tomar o café dois ou três dias depois do processo de torra, no entanto, a partir daí ele está no seu expoente máximo até mais ou menos um mês depois. O nosso ciclo de torra e venda demora mais ou menos 30 dias, portanto, consumidor final dos nossos clientes vai ter sempre um produto fresco e em boa hora o vai consumir", frisa João Ribeiro, assinalando que no mercado HORECA conseguem assegurar que assim seja, "pois o ciclo é muito curto". E avança: "No que diz respeito ao mercado doméstico já não podemos garantir a mesma fiabilidade de tempo porque depois o mercado e as vendas nas superfícies comerciais é que o vão ditar quanto tempo demora a ser consumido".

Os amantes desta bebida podem ficar descansados, pois esta não se estraga se estiver bem acondicionada. "É um produto que perde um bocadinho de qualidade em grão, mas depois de moído, perde bastante. Por muito que se embale, que se coloquem válvulas ou se que faça vácuo, o café tem sempre tendência a perder qualidade", anota o gerente e diretor comercial, aconselhando: "O consumidor final deve pedir o café acabado de moer, é muito mais saboroso, pois é quando ele está a exaltar toda a sua força e aroma".

Aposta no mercado doméstico

Embora a área de restauração seja o principal meio de escoamento dos produtos da 'Cafés Tropical', a empresa está apostada em ganhar um novo espaço. "Nos dois a três últimos anos começamos a desenvolver um canal direcionado para o cliente doméstico, com os cafés moídos, os cafés em cápsula ou o licor de café. Os restantes produtos são dirigidos para o mercado HORECA".

Num futuro bem próximo, a 'Cafés Tropical' dará um passo ainda maior nessa direção. "Estamos prestes a abrir uma loja no centro de Valongo. É um espaço já referenciado pela venda de cafés, pois foi do cafezeiro de Valongo durante muitos anos. Vamos reabilitá-la e reabri-la com o que gostamos, que é o café. Vamos ter algumas surpresas na loja, pois queremos agradar a todas as pessoas, que vão poder consumi-lo desde o grão até à chávena", revela João Ribeiro, complementando: "Do grão para poderem levá-lo para casa, moído ou com misturas, conforme as pessoas gostem de o consumir, e à chávena na cafetaria pequenina que vamos ter".

No novo espaço, os clientes poderão acompanhar um pouco do processo de torrefação feito na fábrica. "Será a uma escala mais pequena, mas vamos ter um torradorzinho de café, onde vamos fazer algumas torras e quem estiver na sala poderá ver o processo. Teremos origens de cafés diferenciadas, com outra qualidade, para as pessoas poderem provar ou levar 100 por cento de uma origem para casa. Na Tropical Expresso vamos tentar garantir que as pessoas se fidelizem à casa. Saibam que ali podem ir à confiança e tomar um bom café", finaliza o diretor comercial.

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