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Finalistas do encontro do Norte da "Apps for Good" já foram escolhidos

Finalistas do encontro do Norte da "Apps for Good" já foram escolhidos

Os 10 finalistas do encontro regional do Norte da quinta edição da "Apps for Good" foram conhecidos, na passada sexta-feira, num evento realizado no Parque Urbano e no Fórum Cultural de Ermesinde, em Valongo, que contou com a participação de 65 equipas.

As aplicações "Coursly", "Guia do Buçaquinho", "Mealheiro Digital", "Polumap", "Washy Washy", "Rep Air", "Rádio Escola", de equipas do ensino secundário, e a "Only Heal", "Must Be Green" e "Tutti Quiz", do ensino básico, foram as dez selecionadas do encontro regional do Norte da "Apps for Good" para competirem na final nacional, agendada para 13 de setembro, na Fundação Calouste de Gulbenkian, em Lisboa.

A edição de 2019 da iniciativa promovida pelo CDI Portugal (Centro of Digital Inclusion), organização não-governamental de inclusão social e inovação digital, em parceria com o Ministério da Educação e Ciência, contou com a participação de 182 escolas, 65 das quais oriundas do Norte do país e que, na passada sexta-feira, no Parque Urbano e no Fórum Cultural de Ermesinde, deram a conhecer as ideias desenvolvidas ao longo do ano letivo. Os alunos começaram por fazer uma apresentação das respetivas aplicações aos elementos do júri, constituído por representantes da Galp, Fundação Calouste Gulbenkian, BNP Paribas, Synopsys, IBM, Fundação Altice, APDC, entre outros, e no Marketplace instalado no Parque Urbano expuseram-nas ao público.

E ideias originais de aplicações para telemóveis ou tablets não faltaram aos alunos do 5.º ao 12.º anos de escolaridade, a quem se destina o "Apps for Good", quer entre os que viram os projetos selecionados, quer os que ficaram de foram dos 10 finalistas, como foi o caso da "Gestual App" que ensina linguagem gestual, criada por Ana, Carolina e Gonçalo, alunos da Escola Básica de Sendim, do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, ou da aplicação "SOS Alzheimer", idealizada por alunos da EB 1.2.3 Campo de Besteiros, em Tondela, para ajudar doentes e cuidadores.

Entre os finalistas, o maior destaque vai para a aplicação "Coursly", dos alunos do 12.º ano da Escola Básica e Secundária do Padrão da Légua, em Matosinhos, que não só cativou o júri, como foi a escolha do público. Tiago Pratas, Ana Martins, Isabel Fonseca e Adriano Soares desenvolverem um projeto, já em "versão beta", que ajuda a calcular as médias de acesso ao ensino superior, os curso e faculdades disponíveis, entre outras funções.

Pedro Martins, João Miranda, Leandro Costa, Márcia Ribeiro e Sara Ferreira, que integram o projeto "Sim, Somos Capazes!", do Agrupamento de Escolas de Canelas, em Vila Nova de Gaia, apresentaram o "Tutti Quiz", aplicação com jogos mais direcionados para jovens com necessidades especiais.

Para equilibrar a contenda, este ano a competição foi dividida por idades - alunos do básico e alunos do secundário. "Com a entrada de muitas escolas profissionais começamos a ver que os alunos mais velhos eram os mais selecionados para a final e começávamos a ter falta dos mais novos. E os mais novos têm menos tecnologia, mas mais criatividade".

O foco das aplicações continua a ser o dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ODS) e que ajude a resolver um problema social. "Pelos anos anteriores sentimos que os alunos não tinham conhecimento quais era os 17 ODS das Nações Unidas, este ano quando os alunos se inscreveram tiveram de dizer em qual deles se inseriam e estão organizados com base nesse critério", explicou João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal, satisfeito por ver a iniciativa a crescer.

"Felizmente, há muitos mais jovens, contudo, não é só a quantidade que interessa, mas a forma como abordam os projetos, não só os alunos, mas também os professores fantásticos que temos e têm dado um entusiasmo e colaboração enormes. Vimos isso na formação de professores, que tem cada vez mais presenças. O crescimento não é só em número de alunos e professores, é também de entusiasmo, mais qualidade, dedicação e mais consciência do que se está a fazer", continuou o diretor do CDI Portugal.

João Baracho acredita que muitas das aplicações apresentadas e, não só as selecionadas pelo júri, têm possibilidade de chegar às lojas virtuais. "Muitas delas não vão chegar agora porque os alunos não acreditam, mas estamos a criar um ambiente para que se sintam motivados a continuar", defende o diretor executivo, avançando: "Em outubro temos no Digital Summit, no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, o Web Start Up, um evento em que todas as equipas podem participar para verem se conseguem financiamento e apoio e onde estarão ao pé dos maiores especialistas internacionais. Acredito que há aplicações aqui que têm muita viabilidade comercial".

Por seu lado José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo, mostrou-se empolgado por receber pelo segundo ano consecutivo a edição regional Norte. "Para nós, é muito importante acolher este evento pelo segundo ano. O CDI Portugal é um parceiro importantíssimo com o qual temos um projeto: o Centro de Cidadania Digital aqui em Ermesinde. No final do ano teremos um segundo polo em Valongo na Casa do Conhecimento. Estamos a investir muito nas soluções tecnológicas para desafios sociais na autarquia", avançou o edil.

O autarca valonguense enalteceu, ainda, o facto de as equipas "responderem ao objetivo de criar uma solução tecnológica para um desafio social no quadro dos 17 ODS, que constituem uma preocupação muito grande nas Nações Unidas".

"É mais um momento do que é feito diariamente no concelho de Valongo no Centro de Cidadania Digital, com o Transforma TI, um prémio monetário que visa a criação de um conjunto de soluções e aplicações para o concelho, e que vai dar mais frutos no próximo ano letivo com a abertura de um laboratório de aprendizagem ou sala do futuro em todas as escolas do primeiro ciclo", refere José Manuel Ribeiro, completando: "Estamos a criar condições ótimas para que os meninos e meninas deste concelho, a comunidade escolar e os pais percebam as oportunidades que existem neste mundo das aplicações tecnológicas ao serviço do bem comum".