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Centro Interpretativo Ambiental dá nova vida ao rio Tinto

Centro Interpretativo Ambiental dá nova vida ao rio Tinto
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"O primeiro peixe está a chegar ao rio Tinto". Ainda não se trata do animal aquático, mas do novo Centro de Interpretação Ambiental e Moinho do Rio Tinto, inaugurado no passado dia 11, pela Lipor, nas instalações em Ermesinde, Valongo, que tem na fronte do edifício uma escultura denominada "Peixe", do artista Bordalo II.

"O rio Tinto, que nasce no lugar de Montes da Costa, em Ermesinde, concelho de Valongo, é para a Lipor um ativo que importa valorizar, no âmbito da nossa estratégia de biodiversidade e educação ambiental. Por isso, criámos um programa de aproximação da comunidade a este ativo natural implementado no Centro Interpretativo Ambiental", avança Emanuel Monteiro, gestor da Unidade de Educação e Formação Ambiental da empresa de tratamento de resíduos, continuando: "Este é apenas mais um passo nessa aproximação, que começou com a construção do passadiço em 2016, continuou em 2017 com a construção do Trilho Ecológico e que teve o culminar com a inauguração do centro".

Segundo o responsável, a Lipor pretende que o centro seja "um espaço de acolhimento para grupos, que possam levar com eles conhecimentos sobre a estratégia de biodiversidade, a importância da valorização do território, a importância de nos aproximarmos destes espaços e de cuidarmos deles".

Emanuel Ribeiro salienta que a preservação do espaço natural como um todo "é fundamental e estratégico", pois as pessoas têm de perceber que "a poluição da água e dos rios tem uma fonte em terra". "Os resíduos não aparecem no rio, somos nós os seres influenciadores destes sistemas ecossistemas naturais e essa influência tem de ser trabalhada em terra, promovendo o respeito pelo espaço natural e uma maior biodiversidade", acrescenta o gestor.

A escultura "Peixe", da autoria do artista Bordalo II, feita com materiais plásticos e instalada no moinho que acolhe o Centro Interpretativo, pretende ser uma metáfora da marca do Homem no planeta. "Este peixe simboliza todo o impacto do ser humano sobre o espaço natural", explica Emanuel Ribeiro, anotando que através da obra de arte querem "passar duas mensagens claras". "Primeiro que estes materiais antes de serem colocados nos contentores de resíduos têm um espaço de reutilização, podendo ser ativos para a construção, inclusive de arte. E também que estes plásticos foram produzidos, consumidos e, depois, depositados por nós nos contentores de resíduos. Todo este impacto que diariamente temos nos espaços, na biodiversidade e no ecossistema tem de ser valorizado e temos de o comunicar através da arte para o fazer chegar a pessoas que não estão tão sensibilizadas para este tipo de conceitos", frisa o responsável

O espaço está aberto todos os dias, das 8 às 20 horas, bastando aos visitantes entrar pela portaria da Lipor ou por outros acessos instalados ao longo do percurso, um deles situado a poucos metros do apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira. "Neste momento temos uma exposição sobre o enquadramento da estratégia da Lipor e municípios associados no âmbito dos objetivos para o desenvolvimento sustentável e do investimento que fizemos ao longo destes últimos anos na aproximação e devolução do rio Tinto à comunidade", complementa Emanuel Ribeiro.

Vários espaços de lazer

Mas não foi só o rio que a Lipor devolveu à comunidade. Os mais de 19 hectares da empresa - a maioria dos quais no concelho de Valongo, mas também com área em Gondomar e Maia -, que durante mais de 30 anos serviram de base de um aterro, deram agora lugar a um espaço verde, que se estende por um percurso de quatro quilómetros, ao longo do qual se podem encontrar diversas infraestruturas de lazer, como o Trilho Ecológico, o Parque Aventura, um parque infantil, um mini golfe, um mini campo de futebol, um parque radical, uma zona para treino de força e funcional e um circuito de arvorismo. O espaço também disponibiliza mesas e bancos, bem como pérgulas de sombreamento, para que os visitantes possam fazer piquenique ou convívios com a família e amigos.

Ao mesmo tempo que permite o contacto das pessoas com a natureza e animais, procura sensibilizá-las para a importância da preservação do meio ambiente. "O Trilho Ecológico, que serve os oito municípios da Lipor, acaba por ser um espaço de lazer e também de aprendizagem, pois tentamos permitir à população contacto com a flora e avifauna características e proporcionar o contacto com o rio", explica Rosa Veloso, técnica do departamento de Comunicação, Educação e Marketing e responsável pela gestão do Parque Aventura.

"Para embelezar e tornar este espaço mais agradável, fomos plantando árvores autóctones, as características junto às zonas ribeirinhas, como o sabugueiro, amieiro e o freixo. Noutros locais plantamos outro tipo de árvores também autóctones, como o carvalho, sobreiro, pilriteiro, o azevinho. Além disso, para atrair pequenos insetos colocámos prado florido", refere a técnica, salientando que estas práticas "têm atraído mais animais e insetos". "Agora vemos ao longo do trilho coelhos a saltitar de um lado para o outro, a águia de asa redonda, os melros, a petinga dos prados e morcegos. A ideia é que uns venham atrair os outros e consideramos que com estas medidas que estamos a tomar isso vai acontecer", acrescenta Rosa Veloso.

Para além de observarem a biodiversidade no espaço, os visitantes têm à disposição várias atividades educativas e lúdicas. A partir de 22 de junho, a Lipor irá desenvolver, às sextas-feiras, visitas guiadas ao circuito interpretativo do Trilho Ecológico, direcionadas a crianças a partir do 4.º Ano de escolaridade, a grupos relativamente pequenos, no máximo 25 pessoas, e com a duração de duas horas. "Vai ser uma iniciativa muito interessante e cativadora, nomeadamente para o público mais jovem contactar com a natureza, ver as plantas, saber o nome delas, identificar os animais que veem", defende a responsável pelo Parque Aventura, avançando que a marcação da visita deve ser feita através do site da Lipor.

A nível desportivo, a empresa tem desenvolvido também várias atividades. "Em 2018 temos uma atividade física acompanhada. A Lipor contratou um 'personal trainer' e todas as quintas-feiras e sábados, entre as 18 horas e as 20 horas, a população pode-se dirigir ao Parque Aventura e ter um treino adequado às suas condições físicas. Paralelamente a isso, já proporcionava aos colaboradores, todas as terças e quintas-feiras, a partir das 17.15 horas, aula de ioga, que, de maio a outubro, está aberta à comunidade, bastando dirigirem-se à portaria. Esta atividade ocorre no espaço adjacente à horta da família", finaliza Rosa Veloso.

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