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Do sonho de criança à criação do biscoito vencedor

Do sonho de criança à criação do biscoito vencedor
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A Doce Vale, de Cláudia Fernandes, venceu o primeiro prémio na categoria biscoito na Feira da Regueifa e do Biscoito de Valongo, com um cata-vento à base de farinha do milho. A história de como um sonho de criança ganhou vida e sabor.

Desde muito nova, Cláudia Fernandes, da freguesia de Campo, Valongo, sempre mostrou um grande gosto pela arte de fazer doces e o que começou por brincadeira na cozinha lá de casa transformou-se num modo de vida. E o que era um sonho ganhou asas com a abertura do Doce Vale.

"Doce, por causa dos bolos e biscoitos, e Vale, de Valongo", começa por explicar a pasteleira o porquê do nome, avançando como nasceu a marca: "O Doce Vale é um sonho de criança. Sempre quis ter um espacinho meu, onde pudesse ter os meus produtos, todos com base no caseiro e artesanal. Então, quando surgiu esta oportunidade de abrir a empresa, agarrei-a e comecei a luta".

O gosto pela culinária herdou-os dos pais, ambos cozinheiros. "Eu e a minha irmã Rita, como o meu pai diz, éramos as 'pastelonas', porque nos púnhamos na cozinha a fazer bolos, sobremesa ou outros doces. E com o tempo foi crescendo esta paixão", conta a pasteleira, reconhecendo ter "pouca formação na área". "Fui tirando umas formações há uns dois anos, porque achei que estava na altura de me formar na área. Mas acabei por só fazer duas ou três"lamenta a doceira, para logo justificar: "Faço isto mesmo por gosto. A minha inspiração para criar as sobremesas vem mesmo do coração".

Das mãos de Cláudia Fernandes saem todo o tipo de doces caseiros, desde bolos caseiros, a biscoitos, passando por pastéis e outras iguarias. "Os doces são a nossa especialidade, embora também façamos alguns salgados. As pessoas encomendam o que querem e fazemos a entrega, desde bolos de aniversário, ou que for preciso. Além disso, também fazemos organização de eventos", revela a artesã das sobremesas.

E qual o segredo para doces tão bonitos e saborosos? "Não há segredo, só há amor!", frisa, salientando que o toque de Midas está nas matérias-primas usadas e no processo manual de confeção. "Os produtos são sempre caseiros, pois são os melhores, além disso, trabalhar as massas sempre à mão. Isso faz toda a diferença. É como uma compota feita num robot de cozinha ou num tacho mexido com a colher de pau. Os ingredientes são os mesmos, mas o resultado é completamente diferente", ressalva a pasteleira, continuando: "A nossa diferença, a nossa marca é mesmo fazer o melhor produto possível, usando as mãos para mexer e esticar a massa, evitando as batedeiras e os robots de cozinha. Só precisamos da colher de pau, das mãos e do forno".

E o certo é que este método já deu frutos, pois este ano ganhou o prémio de melhor biscoito da Feira da Regueifa e do Biscoito de Valongo, com um cata-vento à base de farinha de milho. O ingrediente foi proposto pela Câmara Municipal para 2019, que no formato da iguaria pretendeu que os pasteleiros fizessem uma homenagem uma das marcas do concelho: o brinquedo. "Para mim é muito importante este primeiro prémio na categoria biscoito. Estou completamente orgulhosa pela família Doce Vale. É mesmo gratificante esta vitória. Somos verdinhos, mas estamos a crescer", afirma a Cláudia Fernandes, que viu o vizinho António Cunha vencer na vertente da regueifa, uma dupla vitória para a freguesia. "Se calhar são os ares de Campo que fazem a diferença e as pessoas ficam mais inspiradas", diz com um sorriso.

Confiante nas capacidades como doceira e na análise criteriosa da irmã Rita, a "provadora mor", não tem qualquer reserva em partilhar a receita vencedora. "Não há segredos nenhuns, os ingredientes são o azeite, a farinha de milho, o açúcar, a farinha de trigo, o amido de milho, vulgo Maizena, um pouco de canela e ovos caseiros", enumera a doceira, sem receio que a copiem, ciente de que "mesmo que os ingredientes sejam os mesmos, das mãos de cada pessoa sairá sempre um biscoito com um sabor totalmente distinto".

O que poucos sabem é que este prémio chegou numa altura bastante complicada para a pasteleira. "A Doce Vale ficou em março sem o espaço físico com que tanto sonhei, porque fomos apanhados no meio de uma burla", releva Cláudia Fernandes, que apesar deste enorme contratempo, não ficou de mãos atadas e decidiu participar no concurso, com os resultados que já se conhecem.

"O prémio parece que nos sobe a autoestima. No meio disto tudo, afinal, alguma coisa de boa aconteceu", avança a pasteleira, salientando que, juntamente com a irmã, continua "à procura de um espaço, de um cantinho para voltar a atender o cliente, a dar-lhe mais carinho e para ter mais contacto com ele".

Enquanto isso não acontece, o contacto com a Doce Vale pode ser feito através da página do Facebook ou por telemóvel (910049316).