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"Manifestum" promove a arte da poesia pelo concelho

"Manifestum" promove a arte da poesia pelo concelho
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O "Manifestum - arte de dizer | Valongo 2019" arrancou no passado dia 2, no Museu Municipal de Valongo, com o Laboratório de Poesia "Para que Alguns a Possam Amar", e prolonga-se até finais de outubro, para mostrar o alcance da palavra dita.

O "Manifestum - arte de dizer/Valongo 2019", iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Valongo em parceria com a associação cultural Exemplo Extremo, decorre nos meses de julho, setembro e outubro, no Museu Municipal de Valongo, Fórum Cultural de Ermesinde e Biclioteca Municipal e outros espaços do concelho, e tem como objetivo sublinhar o concelho como casa de uma inédita aventura no país: o alcance incomensurável que a palavra dita cria.

"O 'Manifestum' vai ser desenvolvido em parceria com pessoas ligadas à arte de dizer, à importância da poesia e da leitura poética, da palavra dita. É uma iniciativa nova, que pretende ser um festival anual, vai ter laboratórios de poesia, seguir-se-á o laboratório de literatura poética e depois haverá um 'Manifestum Público', no início de outubro. No final de outubro decorrerá o 'Festival Manifestum - Arte de dizer', em Valongo, pela primeira vez, com o objetivo de se repetir todos os anos", explica José Manuel Ribeiro, presidente da autarquia.

O edil sublinha, ainda, que a iniciativa se insere "na preocupação da Câmara Municipal no investimento na Cultura enquanto pilar de desenvolvimento da comunidade e do concelho e do estímulo feito ao ato de ler, ao ato de conhecer, ao ato de saber mais, mas ao ato também de falar, de exprimir, de poder defender os pontos de vista, as ideias, os sonhos". "Tudo isto pode fazer do concelho de Valongo um sítio muito especial, que não é uma periferia, que não é um dormitório, mas que é um sítio onde as pessoas gostam de estar. É tudo isto que significa o 'Manifestum - A Arte de dizer', que decorre em Valongo e em Ermesinde", completa José Manuel Ribeiro.

As sessões literárias serão ministradas pelo bibliófilo Isaque Ferreira, e vão abordar as diferentes perspetivas da poesia. "Este 'Manifestum' inicia-se com as sessões do laboratório de poesia "para que a possam amar", que é uma forma possível de fazer passar a palavra dos poetas, não só através desse elemento literário, mas também da contextualização em torno de outros elementos que podem ir desde as biografias e bibliografias dos autores, ou mesmo até aspetos que desenvolvam para planos que têm a ver com outro tipo de territórios que não necessariamente artísticos", começa por explicar o também apaixonado e apaixonante leitor de poesia.

E o colecionador de livros continua: "Vendo os diferentes pontos de vista onde um determinado poema se reflete, por exemplo, uma atitude de intervenção, quer seja de âmbito social político, ideológico e religioso. Essa propagação e possibilidade de conseguirmos fazer com que a poesia seja uma matéria que se possa relacionar com os elementos do quotidiano, com as rotinas, da simples observação do que nos rodeia e, depois, desses contextos mais simples, perceber a dimensão e a profundidade que podemos alcançar numa reflexão sobre um texto poético é uma das envolventes primordiais deste laboratório de poesia".

Isaque Ferreira refere, ainda, que uma série de outras questões serão alvo de reflexão e que "têm a ver com o concreto, a materialidade das dinâmicas que envolve o poético". "Pode ter a ver com os livros, com os suportes a nível de periódicos literários, as revistas e jornais que fizeram história na divulgação de conteúdos literários e não só. Os suportes sonoros, desde o vinil, com os múltiplos intérpretes da palavra poética, mas também com a voz dos próprios poetas dizendo os seus poemas. Hoje também temos ao alcance os suportes digitais, onde podemos ir buscar informação útil para nossa leitura e para nosso devaneio literário", avança o bibliófilo, completando: "Tudo isto vivendo uma margem substancial de partilha, em que muitas vezes os assuntos também podem suscitar interrogações, dúvidas ou até paralelismos, que também é importante para podermos criar aqui uma certa forma de comunicar".

"E, aproveitando um verso de um poema maior do Mário Cesariny, em que ele refletia sobre uma das nossas essências e uma das nossas responsabilidades, dizendo: "Entre nós e as palavras, os emparedados e entre nós e as palavras, o nosso dever falar". E o nosso 'Manifestum' tem esse desígnio, que é nós percebermos que entre a arte de dizer e a arte de falar está uma parte essencial do nosso "estarmos aqui e em contacto com os outros", a capacidade de comunicarmos com os outros primordial. Tudo isso vai derramar nesse conceito maior que é a abordagem que temos aqui nesta região e neste concelho para todos", finaliza Isaque Ferreira.

Os laboratórios de poesia "Para que que alguns a possam amar" estão agendados para os próximos dias 9 e 10, das 18.30 às 20.30 horas, no Museu Municipal; e a 16, 17, 24 e 30 deste mês no Fórum Cultural de Ermesinde, à mesma hora. Nos dias 24 e 26 de setembro, e 1, 3, 8, 10, 15, 17, 22 e 24 de outubro, a Biblioteca Municipal de Valongo será palco dos laboratórios de Leitura Poética "há palavras que nos beijam". No dia 5 de outubro, pelas 22 horas, decorre o "Espectáculo Poético" do "Manifestum - Declaração Pública", no Fórum Cultural de Ermesinde.

Para o final do mês de outubro, entre 25 a 27, está marcado o "Manifestum 2019", com leitura de poesia a decorrer em vários locais da cidade, desde o auditório António Macedo, Biblioteca Municipal, Câmara Municipal, Centro Cultural de Campo, Centro de Documentação da Bugiada e da Mouriscada, Fórum Cultural de Ermesinde, Fórum Cultural Vallis Longus, Museu Municipal e Arquivo Histórico, nova Vila Beatriz, além de espaços empresariais, comerciais e via pública.