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Melhor regueifa do concelho é feita em Campo

Melhor regueifa do concelho é feita em Campo
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A regueifa da Padaria Panfino foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, como a melhor de Valongo, no concurso da Feira da Regueifa e do Biscoito, realizada no início do mês. Um prémio que muito orgulha os irmãos António e Filipe Cunha, os proprietários da empresa.

A história da Panfino começou a ser escrita há mais de 30 anos pelo casal Maria Margarida e José Cunha, dando seguimento à tradição familiar de ligação à indústria da panificação. O tempo foi passando e, há cerca de três anos, chegou a vez de os filhos António e Filipe assumirem o negócio. E neste curto espaço de tempo conseguiram estar sempre no pódio do concurso da Feira da Regueifa e do Biscoito, sendo que em 2018 e 2019 ocuparam mesmo o lugar mais alto.

"Este prémio tem um significado muito grande. Desde que começamos a participar isso quase que nos obrigou a dar mais atenção à qualidade da regueifa. No primeiro ano ficámos em terceiro lugar, o que foi muito positivo, pois obrigou-nos a dar muita atenção aos pormenores que foram sendo perdidos com o tempo. Isso fez com que a regueifa se tornasse mais notada, mais bonita e também mais saborosa", avançou António Cunha, salientando que o segredo "está na qualidade das matérias-primas".

"Têm de ser boas. A farinha tem de ser a mais indicada e tem de se dar atenção a temperaturas e horários. Os empregados têm de fazer o serviço rápido para não prejudicar a temperatura da massa e o tempo que demora a fazer. Tudo isso tem influência na qualidade, no brilho e no aspeto da regueifa", explica o padeiro, continuando: "Pode dar mais trabalho fazer este tipo de regueifa, mas a médio ou longo prazo vai compensar, porque hoje se a padaria Panfino é conhecida, tem a fama e é procurada é porque começou a dar muita atenção à qualidade".

Mas nem sempre foi assim. Há uns anos o consumo da regueifa começou a diminuir drasticamente e isso só foi travado com o surgimento da festa no concelho em homenagem a esta iguaria, que aguçou a curiosidade e abriu o apetite dos valonguenses.

"Olhando para o passado, a culpa talvez tenha sido mesmo das padarias, porque é muito mais fácil fazer um cacete do que uma regueifa e quando se faz em grandes quantidades é preciso ter mais empregados, porque uma regueifa dá muito trabalho e obriga a que se faça isso num curto espaço de tempo, para não prejudicar a temperatura da massa. Nós quase que motivamos o cliente a aceitar o cacete em vez da regueifa, por uma questão de poupança de custos da própria padaria", reconhece o dono na Panfino, completando: "Mas por causa da feira as pessoas voltaram a procurar. E, olhando para estes quatro anos, valeu a pena voltar a apostar, pois é um produto de qualidade e que torna notável e mais conhecida a cidade de Valongo".

E essa visibilidade será ainda maior quando o museu abrir portas. "Vai ser um atrativo. Não conheço os pormenores de como vai funcionar, mas penso que terá lá uma oficina e que em ocasiões especiais trabalhe e que mostra a quem vai visitar a cidade como é que se faz a regueifa. Desde já aproveito a oportunidade para me oferecer para lá poder colaborar com a Câmara. Terei todo o prazer", deixa aqui expresso esse desejo.

2000 pães feitos diariamente

Esta padaria e confeitaria não é só na regueifa e no pão que dá cartas, ou melhor dizendo, ganha prémios. Em 2018, o biscoito de alfarroba valeu-lhe o primeiro lugar no concurso e este ano o segundo. "Foi uma surpresa, pois surgiu para dar resposta a um desafio lançado pela Câmara Municipal, que deu os ingredientes base e a partir daí tínhamos de criar um biscoito. O ingrediente principal que nos deu asas para darmos largas à imaginação foi a farinha de alfarroba. Juntamente com o meu irmão Filipe, que trabalha mais na área da pastelaria, conseguimos fazer um biscoito muito saboroso", refere António Cunha.

Graças ao trabalho dos dois irmãos e do funcionário Fernando Santos, que estão a tempo inteiro, bem como de dois trabalhadores que dão uma ajuda ao fim de semana, período em que aumenta a procura, e da empregada de limpeza, que dá uma ajuda quando é preciso, dos fornos a lenha e vapor desta padaria saem diariamente 2000 pães dos mais variados tipos.

"Temos tudo o que se possa imaginar, desde pão de alfarroba, de beterraba, de trigo e de centeio, escuro e claro, pão-de-leite, cacetes pequeninos, muito procurados durante a semana, os famosos umbigos, a broa, entre outros", diz o proprietário, satisfeito por estarem "a atravessar uma fase de crescimento".

"Fazíamos uma cozedura de 1200 pães diários e ao longo destes três anos temos aumentado a produção e temos mais clientes de revenda, que nos procuram pela qualidade dos produtos e que nos fazem estar otimistas quanto ao futuro. Foi uma aposta na qualidade, mas fez com que a padaria tenha cada vez mais fama", aponta o padeiro, acrescentando que o pão que produz "chega de Ermesinde até Paredes", embora sonhe alargar a outras zonas vizinhas.

No Natal e Ano Novo são os pães-de-ló e os bolos-rei que obrigam a horas extras de trabalho para satisfazer todas as encomendas. "Colocamos uns cavaletes aqui dentro com os tabuleiros e o espaço fica todo cheio. Nessas alturas trabalhamos noite e dia sem parar", revela o padeiro.

No futuro, os irmãos Cunha querem solidificar tudo o que alcançaram com muito esforço e trabalho. "Não penso em ter muitos balcões Panfino, mas em ter apenas mais dois em zonas mais bem situadas e com maior densidade populacional e continuar a apostar na qualidade, porque o resto vai aparecer com naturalidade", finaliza António.