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Sorrisos rasgados na hora da hipoterapia no Centro Hípico de Valongo

Sorrisos rasgados na hora da hipoterapia no Centro Hípico de Valongo
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Os cavalos do Centro Hípico de Valongo fazem milagres todos os dias nas sessões de equitação terapêutica. O milagre de iluminarem com sorrisos rasgados o rosto de várias crianças com necessidades especiais, oriundas de escolas do concelho.

Durante duas horas, os jovens não conhecem limitações físicas ou mentais que os impeçam de subir para a garupa dos imponentes animais e desfrutarem de toda a energia que deles emana.

"Hoje em dia, está provado por estudos científicos que a equitação terapêutica e a hipoterapia ajudam em algumas patologias. Basta ver a transformação desde o momento em que as crianças chegam ao centro hípico até à altura em que estão com os cavalos. No espaço de 10 minutos os rostos deles mudam completamente", explica Miguel Brandão, responsável técnico pelo centro, com formação especializada em equitação terapêutica.

E, ao longo dos anos, têm sido vários casos de sucesso a que este professor tem assistido. "Basta um sorriso de uma criança quando está a andar de cavalo para já valer a pena. Temos casos complicados de miúdos em cadeira de rodas que conseguem montar a cavalo, que conseguem descontrair e andar felizes e em que a única terapia que fazem e que acham ser benéfico é a equitação", salienta o responsável técnico.

Quando chegam ao centro hípico, o primeiro passo é tratarem dos animais, só depois podem fazer o que tanto desejam: montar a cavalo. Para os jovens, sem dúvida, esta é a parte mais divertida de toda a manhã que passam no espaço localizado em plena serra de Pias, mas é também aquela em que, ao mesmo tempo que estão a brincar, estão, sem darem conta, a exercitar áreas do corpo e da mente fundamentais para um melhor desenvolvimento físico-motor.

"Esta parte mais prática da equitação terapêutica é que lhes permite trabalhar os músculos e algumas posições que só o andar a cavalo lhes possibilita", acrescenta o professor, lamentando que as sessões se limitem a apenas um dia por semana: "Se viessem todos os dias era bem melhor para estas crianças e mais felizes estavam".

Segundo Miguel Brandão, o projeto que desenvolve "com o agrupamento de escolas de Campo e Sobrado e com outras instituições só é possível graças à Câmara Municipal de Valongo, que dá o transporte e ajuda as crianças a deslocarem-se". "De outra forma era quase impossível proporcionar esta experiência a estas crianças", anota ainda o responsável técnico.

Mas a hipoterapia não se destina apenas aos mais jovens. "Está aberto a todos e vai até qualquer idade", frisa o professor, realçando: "Qualquer criança, desde os três ou quatro anos, ou adulto, até aos 90 e tal anos, que queira montar a cavalo ou que queria fazer equitação terapêutica pode fazer. Não há um limite de idade".

Para além da equitação terapêutica e as hipoterapias, bem como das aulas de equitação e concursos, o Centro Hípico de Valongo desenvolve também outras atividades relacionadas com estes animais, como os passeios a cavalo, as festas de aniversário ou os campos de férias.

"Só o montar a cavalo é uma terapia. Ir de cavalo até à Aldeia de Couce ou à Serra de Pias, ir até Santa Justa ou até à Nossa Senhora do Salto, em Paredes. Só isso já é uma terapia muito boa para nós todos, independentemente da idade", complementa.

E, não se pense que neste espaço só se pode lidar com os cavalos. Há muito mais com que se entreter. "Temos quase todos os animais que é habitual ver nas quintas, desde galinhas, perus, coelhos, cabras, ovelhas, burros e vacas, bem como plantas e relva. Temos de tudo um pouco. Temos as terapias que estão ligadas aos cavalos, mas também proporcionamos outras valências que permitem às pessoas fazer um pouco de cada coisa", finaliza o responsável técnico.

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