Conteúdo PatrocinadoApresentação do projeto

Trilobites inspiram novos Paços do Concelho e Centro Cívico de Valongo

Trilobites inspiram novos Paços do Concelho e Centro Cívico de Valongo
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A Câmara Municipal de Valongo deu, esta segunda-feira, a conhecer o projeto de arquitetura dos novos Paços do Concelho e Centro Cívico inspirado no desenho de uma das marcas da região: a trilobite. Obra, apresentada no Museu Municipal, está orçada em cerca de sete milhões de euros começará a ser construída em agosto de 2020.

O projeto inclui um edifício de três pisos (cabeça) e uma praça envolvente (pleuras), numa área de implantação de cerca de 11 mil metros quadrados, localizados entre as escolas Secundária de Valongo e Básica Vallis Longus, cujo desenho se inspira na forma de uma trilobite - animal pré-histórico que habitou a região há cerca de 500 milhões de anos e do qual restam alguns fósseis no anticlinal de Valongo -, e reflete três conceitos: multifuncionalidade, sustentabilidade e transparência.

Os novos Paços do Concelho vão ser um espaço disruptivo não só na forma, como na função. Irão acolher os serviços municipalizados e os cerca de 350 funcionários que nela trabalham, bem como os gabinetes do presidente e de todos os vereadores, mas a utilização vai muito além da habitual numa Câmara Municipal. O espaço foi também pensado para estar ao dispor da comunidade, numa multifuncionalidade que vai desde a promoção de eventos culturais até à Educação.

"Devemos praticar o convívio democrático numa lógica de inquilinos da coisa pública, nunca de proprietários", salientou José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo e mentor da nova casa da autarquia, defendendo que o atual edifício, com 30 anos, já não conseguia satisfazer as necessidades, pelo que o novo espaço foi pensado para refletir a identidade do concelho.

"O desafio que lançámos ao arquiteto foi o de fazer da nova Câmara o edifício da democracia de proximidade e de uma administração pública mais próxima das pessoas, refletindo os seus valores simbólicos da cidadania ativa, da transparência, da igualdade e do rigor. Um desafio com três dimensões: identidade, transparência e multifuncionalidade. O edifício tem de evidenciar a identidade mais antiga do território em que se insere - daí a escolha da trilobite para estruturar o desenho do edifício e da praça que lhe vai ficar em frente", avança o edil, continuando: "Tem também de traduzir, na organização de todos os seus espaços, o princípio da igualdade de todos os cidadãos afirmado pelo artigo 13º da Constituição, bem como a obrigação de transparência que os poderes públicos têm em relação a eles. Por isso mesmo, o artigo 13º da Constituição da República que consagra o princípio da igualdade será gravado na parede do hall de entrada".

"A terceira dimensão requerida ao arquiteto foi que funcionem, ao lado dos serviços municipais, espaços dedicados à cidadania, à educação, à cultura e ao debate social. E, também, que alguns espaços significativos - como o Salão Nobre - possam funcionar alternadamente como sala de reuniões, auditório, sala de espetáculos ou centro de congressos", acrescentou José Manuel Ribeiro, referindo que o Salão Nobre terá capacidade para 700 lugares sentados e cerca de 1000 em pé.

Miguel Ibraim Rocha, arquiteto responsável pelo projeto, revelou que o maior obstáculo não foi o desenho dos Paços do Concelho em forma de trilobite. "O desafio foi ser um edifício que fosse muita coisa e, também, os novos Paços do Concelho e a nova câmara municipal. Uma escola de democracia de proximidade: foi isso que o presidente da Câmara pediu", explicou.

Na cave, para além da garagem e de outras funções logísticas, como os bastidores informáticos, haverá 12 quilómetros lineares de capacidade de arquivo. "O nosso objetivo ao desenhar o edifício foi também acomodar os vários arquivos dispersos da Câmara Municipal bem como acomodar a desmaterialização que a Câmara concretizou, concebê-la para a era digital, com o mínimo de papéis a circular. Tivemos, no entanto, de prever mais espaço, não só para guardar os atuais arquivos da Câmara, mas também os do futuro", referiu, ainda, o arquiteto.

A questão ecológica também está presente em todo o projeto. Não só no desenho da estrutura, mas também nas técnicas de construção, nos materiais usados e nas tecnologias a instalar. Na cobertura haverá 2000 metros quadrados de painéis solares, com vista a produzir mais energia elétrica do que a que consome. A fachada será de vidro e composto de ardósia, pelo que haverá luz natural em todos os espaços ao longo do ano e as janelas são mais abertas a norte e mais fechadas a sul, há sistemas automáticos de ensombramento e de luz.

A multifuncionalidade do edifício estará logo visível no rés-do-chão, com a zona de receção e de atendimento dos cidadãos, os balcões do Urbanismo, dos serviços Sociais, dos pagamentos, das reuniões com técnicos municipais, entre outros. Por seu lado, o corredor de acesso ao Salão Nobre será igualmente uma galeria de arte para exposições temporárias. A Sala de Imersão Virtual, que também estará no piso térreo, tem por missão o acesso ao conhecimento, à cultura e à educação.

"É um espaço onde, com as atuais tecnologias digitais, se pode visitar - corredor a corredor, sala a sala, parede a parede - Museus de todo o mundo, a Muralha da China, entre outros destinos e património que só as minorias com capacidade monetária conhecem. Será o contributo do município para, de uma forma que está ao seu alcance, democratizar o acesso ao conhecimento e à cultura que a capacidade e oportunidade de viajar dá: como boa parte dos cidadãos de Valongo, da região e do país não têm condições para viajar pelo mundo, esta Sala de Visitas Virtuais irá permitir-lhes conhecer muitos lugares como se estivessem numa viagem real", revela o presidente da Câmara.

O espaço exterior é público e prolonga-se num jardim que vai criando, progressivamente, espaços de maior intimidade, seja debaixo das árvores que o circundam, sejam nos bancos de jardim que representam os sulcos do dorso das trilobites. O conjunto da praça com o jardim será também ele multifuncional, preparado para eventos, mostras, feiras, mas também para o convívio diário dos valonguenses. Em toda a envolvente vão ser construídos cerca de 200 lugares de estacionamento.