Viana do Castelo

Primeiras imagens da demolição do prédio Coutinho

Dia 1 da demolição do prédio Coutinho|

 foto Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Dia 1 da demolição do prédio Coutinho|

 foto Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Dia 1 da demolição do prédio Coutinho|

 foto Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Dia 1 da demolição do prédio Coutinho|

 foto Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Dia 1 da demolição do prédio Coutinho|

 foto Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Arrancou a demolição do prédio Coutinho, em Viana do Castelo. Operação envolve pinça demolidora de grande alcance. E atrai muitos curiosos: "Olha o que já deitaram abaixo".

Uma máquina giratória, com pinça trituradora de longo alcance (cerca de 40 metros) começou a triturar o bloco mais baixo do Edifício Jardim (vulgo prédio Coutinho), em Viana do Castelo. E a operação, que não para de atrair curiosos, avança a todo o vapor. "Olha o que já deitaram abaixo em tão pouco tempo", comenta uma cliente de um pequeno café, espreitando os trabalhos no polémico prédio, situado a escassos metros, que foram iniciados às 8.34 horas. E cerca de meia hora, já era visível um buraco no centro da construção.

Até ao Natal será demolido aquele bloco, com quatro andares, e até março de 2022 os dois mais altos, com 13.

"De facto, é um processo relativamente rápido. Permite-nos acreditar que vai-se cumprir prazos", avaliou no local esta manhã o administrador da Viana Polis, Tiaga Delgado, assistindo à máquina gigante a triturar a bom ritmo os últimos andares do primeiro bloco.

Do lado de fora dos tapumes que estabelecem o limite de segurança, curiosos captam imagens da obra de desconstrução. Manuel Carvalho de Barroselas, Viana do Castelo, filma. "É uma pena deitarem este prédio abaixo. Podiam dá-lo aos pobres", comentou.

No café, o assunto não escapa a nenhum dos clientes, que entram e saem. "Isto agora vai ser uma romaria", comenta o proprietário por trás do balcão.

Terminou assim a longa contagem decrescente que se arrastava desde junho de 2000, quando a sociedade Viana Polis colocou um relógio gigante na marina da cidade para assinalar a passagem do tempo até ao fim do prédio. E que acabou por ser retirado com o arrastar do processo devido à ofensiva dos moradores nos tribunais para impedir a operação.

O prédio Coutinho deverá desaparecer da paisagem de Viana do Castelo em pouco mais de três meses, mas da contestação na Justiça dos moradores ainda restam algumas pendências.

Quando há 21 anos foi anunciada a demolição pelo então Ministro do Ambiente, José Sócrates, viviam no edifício cerca de 300 pessoas. As últimas abandonaram as suas casas nos primeiros meses deste ano, mas algumas ainda não a luta. Tiago Delgado não garante que esta se encerre definitivamente antes do prédio vir abaixo. "Isso vai depender dos tribunais. O que está em causa agora, são ações principais referentes a providências cautelares que ainda não foram decididas e as que já estão, foram sempre favoráveis à Viana Polis e não esperamos nenhuma inversão. É quase jurisprudência", disse, concluindo que também "não foram fechados ainda três ou quatro processos de expropriação. Ainda estão a tramitar as suas condições nos tribunais cíveis".

Para o espaço deixado vago pelo prédio Coutinho, está programada a construção do novo mercado de Viana do Castelo. A Câmara Municipal aprovou o projeto em fevereiro deste ano. A obra custará 8,2 milhões de euros e, segundo a última previsão da autarquia, nascerá no local "até ao verão 2022".

A empreitada de demolição do prédio Coutinho que está a ser executada pela empresa Baltor de Viana do Castelo, custa 1,2 milhões de euros.