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Rosa saiu de São Jorge porque "primeiro está a vida"

Rosa saiu de São Jorge porque "primeiro está a vida"

"Não foi fácil tomar a decisão", mas o "medo e as dúvidas" perante os abalos que há uma semana fazem tremer a ilha de São Jorge, nos Açores, e o desejo de ter o filho "em segurança", falaram mais alto. E, na quinta-feira, Rosa Brasil, 36 anos, partiu com o marido, Paulo, e o pequeno Ivan, de três anos, rumo à ilha do Pico.

O relato foi feito ao JN por Rosa, que ainda não conseguiu descansar. Para trás ficaram outros familiares, os amigos, a casa e os carros, nos quais até tinham previamente carregado os bens possíveis, para "caso a casa desabasse". "Primeiro está a vida. E, depois, um passo de cada vez", disse Rosa, perante a possibilidade de que o pior pesadelo se concretize e a ilha seja "destruída".

"Estou a dormir, acordo com pesadelos e sinto que a casa está a tremer. Isto já está tão metido no nosso inconsciente, que qualquer coisa parece que é um abalo", desabafou Rosa, admitindo que tem passado os dias "com o coração nas mãos" pelos que permanecem em São Jorge e mostrando-se grata pela solidariedade com que foi recebida. Ela e a família ficaram em casa de Cátia Goulart, da Irmandade do Espírito Santo da Companhia de Cima, em São João, entidade que tem pronto um salão para acolher cerca de meia centena de pessoas.

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