Ponta Delgada

Furacão passou nos Açores com rajada de 170 km/h mas sem danos graves

Furacão passou nos Açores com rajada de 170 km/h mas sem danos graves

Uma rajada de vento que ultrapassou 170 quilómetros por hora foi registada no Parque Eólico de Santa Maria, na sequência da passagem do furacão Gordon, que está a afastar-se do arquipélago dos Açores sem ter provocado danos significativos ou vítimas pessoais nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria.

Uma rajada de vento que ultrapassou 170 quilómetros por hora foi registada, esta segunda-feira de madrugada, no Parque Eólico de Santa Maria, na sequência da passagem do furacão Gordon.

Em Santa Maria, a previsão indicava que o furacão faria sentir os seus efeitos máximos cerca das 03.00 horas (04.00 horas em Portugal continental), hora a que a ilha seria atingida por "ventos extraordinariamente fortes e chuva muito intensa", segundo indicou Pedro Carvalho, presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

No mar, a ondulação também foi muito forte, com as vagas a passarem o muro de proteção do Porto de Vila do Porto.

Apesar destas condições meteorológicas, a Proteção Civil registou apenas "cinco ocorrências", todas de pequena dimensão, principalmente inundações e destelhamentos de casas, não havendo registo de vítimas. "É menos do que se esperava", admitiu Pedro Carvalho.

Em S. Miguel, os principais efeitos do furacão eram esperados cerca das 06.00 horas (07.00 horas em Portugal continental). No entanto, o furacão Gordon começou a afastar-se do arquipélago dos Açores.

"Ainda vamos ter um incremento do vento e da ondulação na próxima hora, mas o Gordon está a enfraquecer e a afastar-se dos Açores", afirmou Pedro Carvalho. O "balanço, até agora, é positivo", "as pessoas encararam os avisos com seriedade" e o dispositivo montado pela Proteção Civil "cumpriu o seu papel", sublinhou.

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O presidente da Proteção Civil dos Açores referiu que não foi registado até agora nenhum incidente significativo em S. Miguel, destacando a falta de energia que ocorreu durante algum tempo nas Furnas e em Vila Franca do Campo.

A Proteção Civil registou ainda uma queda de árvore e pequenas inundações, que não provocaram problemas dignos de referência.

No terreno estão 860 operacionais da administração regional e da Proteção Civil, divididas entre S. Miguel e Santa Maria.

Carlos César, presidente do governo regional dos Açores, elogiou a "resposta muito eficaz" que foi dada pela Proteção Civil, frisando que "houve um grande trabalho de prevenção, de que estamos agora a ver os resultados".

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