Natureza

Nascimento de golfinho captado durante viagem de observação nos Açores

Nascimento de golfinho captado durante viagem de observação nos Açores

Durante uma viagem de observação de baleias e golfinhos nos Açores, no início deste mês, a tripulação a bordo assistiu a um momento raro: o nascimento de um golfinho nas águas do Atlântico.

Quando partiram para alto mar para observar cetáceos, no dia 4 de novembro, a equipa da agência Futurismo Açores não podia imaginar o que a natureza lhes tinha reservado. Através de um hidrofone - aparelho utilizado para captar os sons produzidos debaixo de água e que funciona como um microfone aquático - "todos a bordo assistiram a um daqueles momentos que acontecem uma vez na vida", admitiu Dinis Jacob, biólogo marinho que estava na embarcação.

"No meio de golfinhos Pintados do Atlântico, um recém-nascido apareceu à superfície a respirar pela primeira vez fora do útero da mãe", acrescentou.

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A espécie - Pintados do Atlântico - é encontrada nos Açores nos meses em que a temperatura do mar aquece e por lá ficam até ao fim do verão ou até ao princípio do outono. No entanto, o aquecimento global tem ajudado a quebrar esta tendência, e de acordo com a Futurismo, esta espécie de golfinho agora pode ficar pela costa açoriana até janeiro.

"O que presenciamos foi um ajuntamento de golfinhos muito ativos à superfície e poucos segundos depois surgiu o golfinho bebé cheio de pequenas rugas no corpo e com uma cabeça ainda deformada, uma das características dos recém-nascidos. (...) Quando os bebés nascem, eles têm uma espécie de pequenas dobras ao longo do corpo geradas no ventre da mãe, chamadas faixas fetais, e a forma como nadam também indica que se trata de um recém-nascido", revelou o biólogo.

Dependendo da espécie de golfinho, a gestação das fêmeas pode durar entre 9 a 17 meses e quando chega a hora de dar à luz as fêmeas tendem a juntar-se para ajudar a mãe. Ao contrário dos seres humanos, os golfinhos bebés geralmente nascem com a cauda primeiro e o cordão umbilical cai durante o parto.

Normalmente, as fêmeas dão à luz apenas um bebé a cada 3 a 5 anos.

Esta não é a primeira vez que a agência de observação de cetáceos Futurismo capta o nascimento de um animal marinho. No ano passado presenciaram o nascimento de um cachalote e em 2019 viram também duas crias de cachalote, a sul da ilha de São Miguel, a nascer.

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