Reclamação

Homem não deixou máquina remover calçada portuguesa em Águeda

Homem não deixou máquina remover calçada portuguesa em Águeda

Septuagenário meteu-se à frente da escavadora e só saiu de lá com a intervenção da GNR de Águeda.

Por não concordar com a retirada de calçada portuguesa, numa passagem pedonal nas traseiras da Piscina Municipal de Águeda, um homem, de 70 anos, decidiu colocar-se à frente da máquina que procedia aos trabalhos e só saiu de lá com intervenção da GNR. A situação aconteceu esta segunda-feira, a meio da tarde, e motivou a decisão da Câmara de suspender temporariamente o levantamento da calçada, para reavaliar a situação.

Luís Simões, residente nas proximidades, insurgiu-se contra a "destruição daquilo que Águeda tem de belo". E, quando os militares da GNR chegaram para o identificar, queixou-se de a obra em curso não estar devidamente sinalizada.

A empreitada em causa, segundo Jorge Almeida, presidente da Câmara, está inserida "num conjunto de outras intervenções", financiadas por fundos comunitários, que permitem "incentivar a mobilidade suave, com pisos mais macios, para quem faz caminhadas e anda de bicicleta". Além disso, o autarca diz que, naquela passagem, "a calçada tem mesmo de ser levantada, porque vai ali passar uma rede de águas não tratadas, para rega de espaços públicos das zonas mais a norte da cidade".

Jorge Almeida lamentou que o episódio tenha acontecido no mesmo dia em que a Câmara recebeu a terceira estrela da distinção "Cidades e Vilas de Excelência". No entanto, considera o protesto de Luís Simões "legítimo". "Vou analisar a situação e ver se é possível manter parte da calçada. Não temos prazer nenhum em tirar calçada, tanto que estamos a colocá-la em frente à Câmara. Gostávamos de fazer a vontade às pessoas, vamos ver se é possível", garantiu ao JN.

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