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Coluna de fumo em Aveiro. Incêndio em Águeda próximo de povoações

Coluna de fumo em Aveiro. Incêndio em Águeda próximo de povoações

O incêndio que está a lavrar, esta sexta-feira, em Macinhata do Vouga, no concelho de Águeda, Aveiro, com uma frente ativa, está próximo de povoações. As chamas cortaram a A1, a A25 e o IC2 (entre os nós de Albergaria e Lamas do Vouga), estas últimas entretanto reabertas.

O fogo, que deflagrou na quinta-feira de manhã, estava, pelas 11.30 horas de hoje, a mobilizar 132 operacionais, com o auxílio de 40 viaturas.

Outro incêndio no município aguedense é o da Veiga, em Valongo do Vouga, que se encontra em fase de resolução, mas mobiliza 182 bombeiros e 61 veículos. Na localidade de Serém, durante a noite, "algumas pessoas saíram do interior das casas, por precaução". No entanto, quando o fogo se aproximou da localidade, "a situação conseguiu ser controlada" e ninguém teve de ser retirado, tendo todos regressado às suas habitações, informou fonte da Proteção Civil.

O presidente da Câmara Municipal de Águeda alertou que apesar de o incêndio em Veiga já não ter frentes ativas, estão a começar a surgir reacendimentos, mas são "expectáveis". "Agora estamos com vigilância e trabalhos de consolidação nas áreas ardidas, mas já estão a acontecer reacendimentos que são completamente expectáveis, mas estamos a tentar acudir a todos com a maior prontidão", disse Jorge Henrique Almeida, em declarações à Lusa, no posto de operações em Assilhó, Albergaria.

Em Albergaria-a-Velha, também no distrito de Aveiro, o incêndio que deflagrou ontem de manhã em Paus mobiliza 312 operacionais, apoiados por 96 veículos e sete meios aéreos. Segundo fonte da Proteção Civil, é o fogo que motiva "maior preocupação". As chamas cortaram a A1 entre Albergaria e Aveiro-Sul.

"Neste momento, já temos o IC2 e a A25 reabertos. O incêndio da Veiga (Águeda) já está dado como dominado, mas não extinto, continuamos em trabalhos no incêndio de Paus (Albergaria-a-Velha), que é o que está a implicar mais meios e maior preocupação", disse à agência Lusa o comandante distrital de Proteção Civil. António Ribeiro explicou que o fogo "tem progredido para a parte baixa do concelho de Albergaria-a-Velha, já perto da margem do rio Vouga", pelo que a prioridade "agora é proteger as povoações de Frossos, Angeja e São João de Loure".

Para a zona foram mobilizados sete meios aéreos e as Forças Armadas enviaram para o distrito de Aveiro três máquinas de rasto do Exército, "para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem os incêndios". Segundo fonte militar, os meios foram deslocados no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, envolvendo um total de 15 militares.

Planos municipais ativados

As câmaras municipais de Águeda e Albergaria-a-Velha acionaram os respetivos planos municipais de emergência, o que permite aos respetivos presidentes acionar e mobilizar recursos, nomeadamente máquinas e equipamentos julgados úteis para auxiliar no combate às chamas e na proteção de pessoas e bens.

Os vários incêndios no distrito foram considerados dominados ou controlados ao início da noite de quinta-feira, mas reacendimentos ocorridos de madrugada devido aos ventos fortes levaram ao corte da circulação em várias estradas.

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