Arouca

Novo foco de incêndio nos passadiços do Paiva

Novo foco de incêndio nos passadiços do Paiva

O fogo chegou aos Passadiços do Paiva, em Arouca. Mais de mil metros daquela atração turística arderam esta quinta-feira. Ventos na ordem dos 80 km/h dificultam trabalho dos bombeiros e empurram chamas para perto das povoações.

Mais de mil metros dos passadiços do Paiva arderam esta quinta-feira.

Um troço de cerca de 600 metros dos Passadiços do Paiva, em Arouca, ardeu esta quinta-feira de manhã, entre a ponte de Alvarenga e Aguilheiras.

À tarde, ardeu outra parte, entre Aguilheiras e Vau, numa extensão compreendida em cerca de 700 metros. No total, terão ardido mais de 1200 metros de passadiço.

Segundo o comandante dos bombeiros de Arouca, o fogo nos passadiços começou devido a "uma projeção" lateral das chamas nas imediações.

A pronta intervenção de funcionários da câmara de Arouca e a ajuda dos aviões Canadair, que sobrevoaram a zona durante a manhã, impediram males maiores naquela estrutura, que atrai milhares de visitante ao concelho de Arouca.

Os passadiços do Paiva receberam cerca de 150 mil pessoas desde que reabriram, em fevereiro, após terem estado meses em obras para reparar os estragos causados por um incêndio em setembro de 2015.

O fogo, movido a ventos inconstantes e muito fortes, está a dificultar o trabalho dos bombeiros. Há pelo menos três frentes ativas no concelho e várias povoações ameaçadas pelas chamas.

Alvarenga, Canelas e Vau são as localidades mais em risco com o aproximar das chamas, que lavram no concelho desde segunda-feira à tarde. A noite de quarta para quinta-feira foi particularmente difícil.

José Gonçalves, comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca disse ao JN que uma casa ardeu durante a noite no concelho.

"Viveram-se momentos de pânico, com as chamas a descerem até muito perto da vila", disse José Santos. "Este fogo é muito pior que o de 2005, que também andou muito perto da vila", acrescentou o comandante dos bombeiros de Arouca.

Empurrado por ventos na ordem dos 70 a 80 km/h, o fogo ameaçou várias casas durante a noite. Ao início da madrugada, o presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, falava num cenário "dantesco", adiantando que percorreu 150 quilómetros dentro do concelho e encontrou "tudo rodeado de chamas".

O autarca disse que grande parte do concelho está a ser atingido pelas chamas, com exceção da parte mais próxima do litoral, afirmando que havia várias povoações em risco.

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