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Bairrada quer centro de estudo para valorizar espumante

Bairrada quer centro de estudo para valorizar espumante

O centro de estudo do espumante, que a Bairrada quer criar no próximo ano, é o "trunfo" que aquela região vitivinícola e o resto do país precisam para que a bebida cresça em valor e ganhe mercado no exterior.

E vai avançar, "com ou sem ajuda do Governo", garante Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), lembrando que é naquela região, que este ano celebra 40 anos da sua demarcação, que se produz "mais de metade do espumante do país". Quase todo fica em território nacional, apenas 14% é exportado.

"Tudo o que possa permitir conhecer melhor a região, os seus solos, clima, adaptação das castas mais adequadas, é importante para a melhoria do produto" e o centro "poderá ser um trunfo para a região e para o país", diz o produtor bairradino Carlos Campolargo. "O espumante pode crescer fundamentalmente em valor", acrescenta Mário Sérgio, da Quinta da Bageira, sublinhando que a região da Bairrada - que abarca a totalidade dos municípios de Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro e parte de Cantanhede, Águeda, Vagos, Coimbra e Aveiro - é pequena em dimensão e o mercado externo é dominado por "pesos pesados" como Champanhe e Borgonha (França) ou Cava (Espanha). "O objetivo da Bairrada não deve passar por querer exportar grandes quantidades, deve-se posicionar por fazer espumantes com mais tempo de estágio, de gama premium e não baixa", acrescenta, considerando que o centro de estudo "beneficia o progresso".