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Há mariscadores com fome devido a restrições na apanha

Há mariscadores com fome devido a restrições na apanha

Os pescadores e mariscadores estão preocupados com as restrições à apanha de bivalves na ria de Aveiro, que tornam o futuro cada vez mais incerto. Vários ponderam deixar a atividade e desaconselham os filhos a seguir a profissão. E há já quem passe fome, afirmam.

Tal como o JN noticiou há dias, a zona entre a Barra (Ílhavo) e a ponte da Varela (Murtosa), a chamada Riav1, foi reclassificada para C, inviabilizando a apanha de várias espécies para comercialização em fresco, como é o caso da amêijoa-boa, da macha e da japonesa. Por causa disso, os pescadores estão limitados a outras zonas, que são mais pequenas, ou a outras espécies, como berbigão.

"Está difícil, porque a Riav1 é a maior zona e aquela que geralmente tem maior produção de bivalves", explica Raul Rebelo, pescador da Murtosa, sublinhando que, devido às dificuldades recorrentes em apanhar bivalves, seja por E. Coli (bactéria que indica matéria fecal), como desta vez, ou por toxinas, já desaconselhou o filho de lhe seguir as pisadas e não tira da cabeça a ideia de largar a embarcação para se tornar camionista. O pescador tem medo que as proibições se possam vir a estender a outras espécies ou zonas, deixando a comunidade piscatória "sem rendimentos".

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