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Greve nos transportes urbanos de Aveiro para 21 motoristas

Greve nos transportes urbanos de Aveiro para 21 motoristas

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal revelou que apenas nove serviços foram realizados, esta segunda-feira, durante a greve às primeiras horas nos transportes urbanos de Aveiro do grupo Transdev.

Segundo disse à Lusa Helder Borges, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), que convocou a greve, "houve uma forte adesão e de 23 motoristas pararam 21".

"A empresa substituiu nove trabalhadores e, de 23 serviços, apenas foram realizados nove, relativos aos transportes escolares e foram assegurados com outros motoristas", disse.

O STRUP entregou um pré-prévio de greve para o período compreendido entre as 06:00 e as 09:00 horas, durante seis dias, e de acordo com aquele dirigente sindical "se não houver qualquer evolução na situação, a greve será para manter".

Em causa está a carga horária dos motoristas que, segundo o sindicato, têm de estar disponíveis "de 12 a 14 horas por dia, quando a empresa só lhes paga oito e pode-se refletir na segurança rodoviária", além de reivindicarem um aumento do subsídio de refeição, que é inferior a três euros.

De acordo com Helder Marques, a resposta da empresa é de que "não pode atender à situação individual desses trabalhadores e remete para a negociação da contratação coletiva", o que não é aceite pelo sindicato.

O Bloco de Esquerda e o PCP emitiram, entretanto, comunicados a solidarizarem-se com os trabalhadores em greve e, no caso do BE, acusando a empresa de violar o direito à greve.

"A empresa no dia anterior alterou unilateralmente todas as escalas de serviço, de forma a reduzir o impacto da greve, e exigiu que em todas as carreiras fossem estabelecidos serviços mínimos, além de colocar, em dia de greve, formadores e motoristas que pertencem a outras empresas do grupo Transdev", acusa o Bloco de Esquerda.

Já a comissão concelhia de Aveiro do PCP exige explicações ao presidente da câmara, expressando a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores da empresa, que ficou com a exploração dos transportes públicos da cidade de Aveiro, na sequência do processo de extinção da Moveaveiro.

"Como oportunamente o PCP alertou, e a realidade está a confirmar, as consequências da concessão dos transportes em Aveiro são os atrasos sucessivos, a supressão de carreiras sem aviso prévio, o aumento das tarifas e a exploração dos trabalhadores", refere em comunicado.

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