Saúde

Hospital de Aveiro não faz cateterismos e deixa doentes em risco

Hospital de Aveiro não faz cateterismos e deixa doentes em risco

Cardiologistas reclamam unidade para realizar procedimento a quem sofreu enfarte. Tempo de transferência para Coimbra ameaça a vida dos pacientes. Há mortes e sequelas para contar.

João Baltazar, de Águeda, tinha 52 anos quando sentiu uma dor no peito e pediu que o levassem ao hospital. Seguiu para o hospital de Águeda, foi transferido para Aveiro e depois para Coimbra, onde, "quase sete horas depois" dos primeiros sintomas de enfarte do miocárdio, lhe foi feito um cateterismo, um método de diagnóstico invasivo que permite avaliar a presença ou não de entupimentos nas artérias". O músculo cardíaco ficou sem irrigação sanguínea e ficou praticamente inutilizado. "Essa necrose do tecido provocou lesões", conta João Baltazar, enfermeiro de profissão. Foram tão graves, que, nove anos depois, ainda não consegue fazer esforços, deixou de trabalhar e está a analisar a possibilidade de um transplante.

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