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Aveiro

O ano mais mortífero desde que o IP5 passou a ser A25

O ano mais mortífero desde que o IP5 passou a ser A25

Este ano, o troço da A25 que atravessa o distrito de Aveiro - entre a praia da Barra e o nó de Reigoso - teve o número de mortes mais impressionante de sempre: até agora, morreram seis pessoas. No final do ano passado, houve apenas uma vítima mortal.

Registe-se que, enquanto IP5 (conhecido, na altura, como estrada da morte), morreram, em 2005, 13 pessoas, ao longo de todo o troço da via (entre Aveiro e Vilar Formoso), enquanto no ano seguinte, o último enquanto itinerário principal, perderam ali a vida 12 pessoas. Depois, em 2007, agora já A25, o decréscimo foi abismal: morreram quatro pessoas nesse ano em acidentes de viação, enquanto no ano seguinte foram apenas três as vítimas mortais. Em 2008, não houve registo de  mortos e, no ano passado, uma pessoa perdeu ali a vida.

Apesar de 2010 ir a pouco mais de metade, e até à passada segunda-feira, um total de 198 acidentes ter resultado numa vítima mortal, esse dia ficou marcado como um dos mais negros da história das tragédias nas estradas portuguesas. Dois brutais acidentes, quase simultâneos, junto a Talhadas, Sever do Vouga, ceifou a vida a cinco pessoas. Estiveram envolvidas 53 viaturas e os feridos foram em número de 72 e morreram cinco pessoas. De um momento para o outro, em oito meses, a A25 conseguiu matar metade do que o IP5 matou no seu derradeiro ano (12).

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As causas do acidente estão ainda a ser apuradas, embora, na altura, as autoridades apontassem logo como principais causas o nevoeiro que se fazia sentir, em especial, naquela zona de Talhadas (onde, segundo a população, é muito frequente), o piso molhado, devido à chuva, e ainda algum excesso de velocidade. No sentido Aveiro-Viseu estiveram envolvidos 34 viaturas ligeiras e quatro pesados, enquanto no sentido contrário envolveram-se 19 veículos, incluindo um pesado.

Até meados deste ano, a A25, no troço que atravessa o distrito de Aveiro, tinha sido palco de 78 colisões, menos de metade das que aconteceram durante o ano de 2009: 145. Já em número de despistes, este ano, até Junho, houve 115, enquanto durante o ano inteiro que terminou foram 277.

Surpreendentes são os nove atropelamentos registados no ano passado e os cinco que a GNR já registou, durante a primeira metade de 2010.

As causas prováveis dos acidentes são, obviamente, na esmagadora maioria, por excesso de velocidade. Resumindo, em 2009 houve 344 viaturas que sofreram danos materiais (até Junho de 2010), foram 164, enquanto o total de acidentes, no ano transacto, foram 431 e, até Junho deste ano, registaram-se 198.
Como forma de combater a causa do maior número de acidentes naquela via, foram colocados, em Viseu, radares fixos, numa zona conhecida como a “bossa do camelo”.

Tendo contribuído para uma drástica diminuição do número de transgressores em excesso de velocidade, os radares não deixaram de ser, também, uma boa fonte de rendimento para o Estado.

Em finais do ano passado, e fazendo contas aos três anos de funcionamento dos radares, tinham sido registados 66575 condutores em excesso de velocidade o que equivaleu, em termos monetários, a qualquer coisa como 7,7 milhões de euros embolsados em coimas.

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