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Cidade desportiva

Olá à nova vida do estádio de Aveiro e adeus ao "velhinho"

Olá à nova vida do estádio de Aveiro e adeus ao "velhinho"

Diz-se que Mário Duarte, antigo desportista e dirigente desportivo, falecido em 1939, deve "estar feliz". Ele que foi presidente do Sport Clube Beira-Mar e da Associação de Futebol de Aveiro (AFA).

É que há uma nova "cidade desportiva" a ser criada de raiz, junto ao Estádio Municipal de Aveiro, que une a associação, o clube e a Câmara. Nos terrenos vazios junto ao estádio, construído para o Euro 2004 e que tem tido pouca vida, vai nascer uma aldeia do futebol, da AFA, um complexo de treinos, do Beira-Mar, um pavilhão e uma piscina municipal. Os investimentos ultrapassam os 10 milhões de euros. Enquanto isso, a cidade disse adeus, sábado, ao "velhinho" Estádio Mário Duarte.

Dos quase 70 milhões de euros que foram gastos para a construção do Estádio Municipal, restou um vazio. Tanto no interior como no exterior do exuberante edifício, em Taboeira. "Fora os dias de jogo, de 15 em 15 dias [com a equipa principal do Beira-Mar no Campeonato Nacional], não há vida. Quisemos fazer diferente", assume Ribau Esteves, presidente da Câmara.

A Autarquia está a construir, nos terrenos adjacentes, um complexo de treinos, que custará três milhões de euros e cuja gestão será entregue ao Beira-Mar, para "acertar contas antigas". "É um complexo para 600 pessoas, dos petizes aos veteranos", diz Hugo Coelho, presidente do clube que deixou definitivamente o "velhinho" Mário Duarte, que começou, na semana passada, a ser demolido. O complexo terá quatro campos, além de um edifício central (ler ficha), e estará concluído no final do ano.

Final de 2021

De um dos lados do complexo, está em curso a primeira fase da Aldeia do Futebol, da AFA, que fica pronta em agosto. A associação está a investir um milhão de euros, na construção de dois campos, seis balneários, cobertura e torres de iluminação, para ali formar seleções distritais e treinadores.

Do outro lado do complexo de treinos, onde hoje existe um estacionamento, a Câmara prevê construir, até ao final de 2021, um pavilhão municipal, que albergará no interior "quatro pavilhões". O custo é de cinco milhões de euros. Mais tarde, ao lado do pavilhão, nascerá a piscina municipal. "No final do próximo ano, teremos o projeto pronto para lançar a concurso, mas a execução já não será para este mandato", sublinha Ribau Esteves.

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Quatro campos - O complexo de treinos terá dois campos: três de relva sintética (dois para futebol de 11 e um para futebol de sete) e um de relva natural (para futebol de nove).

Edifício e bancadas - O edifício central, entre dois dos campos, terá balneários, bar e restaurante, entre outros espaços. E servirá, simultaneamente, de bancadas (uma para 400 e outra para 600 pessoas).

Aldeia - A segunda fase da aldeia do futebol, da AFA, cujo investimento ainda não é conhecido, prevê a construção do edifício-sede, um pavilhão de futsal e um campo de futebol de praia.

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