Ensino Superior

Reitor de Aveiro defende aposta na economia do conhecimento

Reitor de Aveiro defende aposta na economia do conhecimento

Paulo Jorge Ferreira, reeleito para mais quatro anos., prevê alargar oferta formativa para combater decréscimo demográfico e responder a novas exigências

O reitor da Universidade de Avei), Paulo Jorge Ferreira, mostrou-se esta quarta-feira preocupado com o "desinvestimento" e falta de financiamento do Ensino Superior. "Sem investimento, a distribuição do conhecimento vai tornar-se mais assimétrica do que a das matérias-primas, na qual se baseava a economia anterior", e se isto acontecer "vão ser esmagados os países que ficarem para trás", alertou na cerimónia de tomada de posse para o seu segundo mandato que decorreu esta tarde. "A economia atual baseia-se no conhecimento", que "não se adquire pelas armas, mas investindo na cultura, na ciência, nas pessoas", disse.

Paulo Jorge Ferreira, reeleito no dia 2 para mais quatro anos numa eleição em que foi o único candidato, adiantou ainda que o número de alunos da UA tem vindo a crescer, mas, considerando a tendência demográfica, prevê um "decréscimo do talento em 7% a cinco anos e em 13% a 10 anos". Por isso, considera importante alargar a oferta formativa tradicional, abrangendo "novos públicos" e respondendo a "solicitações de requalificação e formação ao longo da vida", áreas que estão em crescimento.

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Antes, António Oliveira, presidente do Conselho Geral da UA, sublinhara, lembrando a pandemia de covid-19, a "importância da ciência na defesa da nossa qualidade de vida".

Wilson Carmo, presidente da Associação Académica, aproveitou a ocasião para se dirigir ao Governo e dizer que o "subfinanciamento crónico" do Ensino Superior é "castrador" para as instituições. "O ensino não acontece só em Lisboa e Porto e a falta de apoios ao restante país peca por redutor", disse, lamentando não ver um plano nacional para alojamento "ajustado" nem "estratégias políticas de formação em áreas que não sejam metropolitanas".

Olhando para a realidade local, Wilson Carmo lamentou que ainda não haja data para "lançar a primeira pedra" das residências no Castro e lembrou que as habitações de Santiago já precisam de requalificação.

Na área desportiva, aguarda também para ver melhoradas as condições dos campos existentes e a nova nave polidesportiva.

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