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Castelo de Paiva: empresas destruídas pelo fogo dizem-se abandonadas

Castelo de Paiva: empresas destruídas pelo fogo dizem-se abandonadas

Empregam 400 pessoas em Castelo de Paiva e promessas do Governo não passam disso.

A 13 de julho, os proprietários e cerca de 400 funcionários de oito empresas assistiram, impotentes, ao incêndio que reduziu a cinzas o trabalho de uma vida. As instalações do Centro de Apoio à Criação de Empresas do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, em Castelo de Paiva, ficaram destruídas quase na totalidade. Seguiram-se promessas de instalações provisórias, apoios à tesouraria e isenções à Segurança Social para salvar os postos de trabalho. Passaram três meses e as empresas dizem que quase nenhuma ajuda chegou.

Logo no dia seguinte a mais uma tragédia no concelho, dois secretários de Estado - João Neves, da Economia, e Miguel Cabrita, do Trabalho e da Formação Profissional - visitaram o local, reuniram com os empresários e traçaram prioridades: "Mobilizar todos os instrumentos e criar alternativas para a retoma da atividade, tornando viáveis os postos de trabalho". Um mês depois, foi aprovada uma resolução do Conselho de Ministros com medidas especiais de apoio a empresas e trabalhadores, tendo em conta "os prejuízos graves que as empresas tiveram e a importância destas no tecido empresarial da região". Ficou desde logo determinada a reconstrução, com "a brevidade possível", das instalações destruídas, pertença do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e até lá a reinstalação das empresas noutro espaço, de "modo transitório".

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