Castelo de Paiva

Instalações do CACE em Castelo de Paiva ainda por reabilitar

Instalações do CACE em Castelo de Paiva ainda por reabilitar

Dois anos após o fogo que desalojou oito empresas, algumas só no início do ano puderam aceder às instalações provisórias

Passados dois anos do incêndio que destruiu a quase totalidade do Centro de Apoio à Criação de Empresas (CACE) do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, em Castelo de Paiva, desalojando oito empresas e mais de 400 funcionários, continua "em estudo prévio" a reabilitação do edifício. "Já foram efetuados trabalhos de colmatação e segurança do imóvel e do seu perímetro", acrescenta o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), dono das instalações.

Ao que tudo indica voltarão a funcionar como incubadora de empresas. O presidente da Câmara, José Rocha, diz que há a hipótese de parte das instalações serem usadas para formação profissional, com cursos vocacionados para as indústrias do concelho. Garante ainda que tem pedido celeridade. "Dois anos é muito tempo para um concelho que precisa de criar postos de trabalho e desenvolver a economia", lamenta.

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O autarca fala em apoios "tardios" e acredita que estas empresas só não fecharam graças à "resiliência dos empresários". É que, só entre o final de 2021 e o início de 2022, parte das empresas afetadas tiveram acesso às instalações provisórias prometidas. Os contratos foram assinados em maio.

O IEFP afirma, pela voz da presidente do Conselho Diretivo, Maria Franco, que garantiu "apoio às empresas na sua reinstalação provisória, em espaço adequado, até à reconstrução do edifício, tendo sido assegurada a verba necessária para o arrendamento das instalações (642 mil euros)", sendo que cinco empresas estão instaladas na zona industrial de Lavagueiras, em Pedorido, duas prescindiram da reinstalação e uma encerrou, com os 18 trabalhadores a serem absorvidos por outras indústrias.

José Rocha confirma que durante 36 meses as empresas não pagam renda. Mas teme pelo depois. "Daqui a 36 meses voltamos a ter o problema da falta de espaços para colocar estas empresas", critica. O autarca também diz que "o que foi prometido de fundos comunitários ficou muito aquém" e faltaram ajudas. O IEFP refere que, no âmbito dos apoios ao emprego, apenas uma das empresas apresentou candidatura à Medida Incentivo Ativar.

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