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Espinho testa uso de "drone" nas praias para acudir a paragens cardíacas em 2021

Espinho testa uso de "drone" nas praias para acudir a paragens cardíacas em 2021

Torna mais célere transporte de desfibrilhador. Programa pronto a operar no próximo verão.

Foi rápido e eficaz. Apenas foram necessários cerca de dois minutos para que um drone percorresse dois quilómetros e meio de costa atlântica, em Espinho, e descarregasse um desfibrilhador que permitiu o socorro atempado de uma pessoa em paragem cardiorrespiratória.

O drone, que descolou da sua base da Praia dos Pescadores, em Silvalde, após ser acionado por uma aplicação de telemóvel, percorreu rapidamente a costa até à Praia de Paramos, onde se encontrava a vítima. Ali, desceu o desfibrilhador por um cabo, fazendo-o chegar a um técnico com conhecimentos em Desfibrilhação Automática Externa.

Tudo não passou de um simulacro, mas ficou demonstrado, de forma prática, o potencial do uso de drones no transporte de desfibrilhadores, permitindo uma resposta mais célere em relação ao socorro tradicional envolvendo o transporte do equipamento por via terrestre.

O programa "Cardio Drone" está a ser desenvolvido por um consórcio privado e o Movimento Salvar Vidas (MSV). No próximo verão deverá estar pronto para operar em qualquer concelho. Marco Castro, da Ocean Medical, uma das empresas envolvidas, ressalva que o projeto "não substitui o 112, mas complementa esse serviço", sendo considerado "pioneiro" pelo facto de a aplicação de telemóvel permitir "ativar o drone, mas também os socorristas".

Gabriel Boavida, presidente do MSV, diz que o sistema pode garantir o socorro nos primeiros 10 minutos, a "janela de oportunidade" nas paragens cardiorrespiratórias. Já o comandante dos Bombeiros do Concelho de Espinho, Pedro Louro, realçou a importância de "mostrar que é possível encurtar" o tempo no apoio às vítimas.

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